Por Sanjana Shivdas e David Shepardson

WASHINGTON (Reuters) – A Boeing anunciou nesta quinta-feira que alguns componentes de titânio do jato 787 Dreamliner foram produzidos com defeito ao longo dos últimos três anos, o mais recente problema a ser enfrentado pela companhia na produção do modelo.

A questão de qualidade não afeta de imediato a segurança dos voos, afirmou a empresa, acrescentando que notificou a agência norte-americana de aviação (FAA). A companhia está trabalhando para determinar quais aviões foram equipados com os componentes defeituosos.

A Boeing afirmou que os componentes foram produzidos pela italiana Leonardo, que comprou peças da também italiana Manufacturing Processes Specification (MPS). A MPS não é mais fornecedora da Leonardo, afirmou o grupo italiano.

As peças incluem componentes que ajudam a prender o piso em uma seção da fuselagem, bem como outras que incluem espaçadores, presilhas e clipes de outras partes do avião.

Os aviões ainda não entregues terão de ser retrabalhados e os que já estão transportando passageiros passarão por uma revisão com a Boeing e receber autorização da FAA.

Os problemas da Boeing com o 787 começaram em setembro do ano passado, quando a FAA disse que estava investigando falhas de manufatura.

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