Por Stella Qiu e Jamie Freed

PEQUIM/SYDNEY (Reuters) – Um avião de teste da Boeing para o modelo 737 MAX fez um voo na China nesta quarta-feira, com a fabricante norte-americana buscando encerrar a suspensão dos voos da aeronave, que já dura quase dois anos meio, no relevante mercado de viagens chinês.

O site de rastreamento de voos Flightradar24 mostrou um avião de teste 737 MAX 7 decolando do Aeroporto Internacional de Pudong, em Xangai, sem destino listado, em direção sudeste.

O rastreamento do voo estava incompleto, mas fotos em blogs de aviação chineses mostraram que ele pousou no aeroporto Zhoushan Putuoshan, cerca de 150 quilômetros ao sul, que fontes da indústria disseram à Reuters ser o destino esperado.

A Boeing tem uma fábrica de finalização do 737 MAX em Zhoushan para instalar interiores e fazer pinturas de aviões.

O avião de teste 737 MAX tinha deixado Seattle na semana passada e chegou a Xangai em 7 de agosto após paradas em Honolulu e Guam para reabastecimento. A Reuters informou na semana passada que seu primeiro voo de teste na China aconteceria em 11 de agosto se tudo corresse bem.

A Boeing disse que continua a trabalhar com reguladores globais para concluir os processos de validação do modelo e se recusou a comentar especificamente sobre o voo de teste na China.

Após o teste, o regulador da China deve emitir um relatório de avaliação da aeronave e colocá-lo para comentários antes que o treinamento de pilotos possa começar, disse uma fonte com conhecimento do assunto à Reuters.

Cerca de 30 companhias aéreas de 175 países permitiram que o 737 MAX volte ao serviço após a suspensão dos voos na sequência de duas quedas que mataram 346 pessoas num intervalo de cinco meses.

(Com reportagem adicional de Norihiko Shirouzu em Pequim)

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