Na manhã desta sexta-feira (29), dezenas de manifestantes protestaram em Clichy, na França, em frente à sede local da americana Amazon. O motivo? Para o grupo, formado por ativistas contra a mudança climática e anticapitalistas, a empresa é a responsável por trazer para o país a Black Friday.

Além da manifestação em frente à sede, os ativistas ainda bloquearam temporariamente dois depósitos de logística da empresa no país. Protestos semelhantes se repetiram em alguns shopping centers pelo país. Varejistas europeus seguiram a tradição americana de usar a Black Friday – a sexta-feira que segue o Dia de Ação de Graças – como pontapé inicial para a temporada de compras natalinas.

Block Friday: Ativistas francesas relacionam dia de promoções a consumismo desenfreado e mudanças climáticas

Ativistas dos Jovens Contra a Mudança Climática fazem manifestação contra o consumismo e a Black Friday bloqueando corredores do shopping Center Westfield Les 4 Temps em Puteaux, cidade próxima a Paris Crédito: Gonzalo Fuentes/Reuters

A tendência chegou ao Reino Unido no início da década, quando redes locais reagiram aos descontos pós-Ação de Graças oferecidos pela Amazon. Com o tempo, a tendência se espalhou para a Europa continental. Varejistas franceses e alemães aumentaram a participação nos últimos anos.

O que a Amazon disse a esse respeito? Julie Valette, porta-voz da Amazon France, disse que a calma já havia retornado aos estabelecimentos na hora do almoço na sexta-feira. “Não houve impacto para nossos clientes”, disse.

Valette disse que a Amazon anunciou uma promessa climática, visando atingir a meta de zerar as emissões de carbono 10 anos antes, no início de 2040. A gigante de varejo, com sede em Seattle, também encomendou 100 mil veículos elétricos e se comprometeu em usar 100% de energia renovável até 2030, afirmou.

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