A companhia aérea Azul anunciou nesta terça-feira (14) acordo para comprar a rival de menor porte TwoFlex, reforçando a aposta no mercado de aviação regional e de olho em licenças adicionais para voos ligando o aeroporto de Congonhas (SP) ao Rio de Janeiro.

O que aconteceu? O negócio é avaliado em R$ 123 milhões e dará à malha da Azul 36 novos destinos regionais operados pela TwoFlex. Empresa oriunda da fusão das operadoras de táxi aéreo Flex Aero e Two Aviation, a TwoFlex tem 18 aeronaves Cessna Grand Caravan, com as quais atende principalmente o Centro-Norte do país.

“A aquisição da TwoFlex ajudará a Azul a aumentar a demanda de clientes, pois poderá levar o serviço aéreo a lugares onde não são servidos hoje”, afirmou o presidente-executivo da Azul, John Rodgerson, em comunicado.

Por que a Azul fez esse movimento? Para a Azul, a transação é uma ofensiva dupla. Já dona da maior malha aérea do país, com cerca de 200 destinos, a empresa fecha uma porta para eventual avanço da rival Gol, que em 2019 havia feito uma parceria para vender passagens para destinos regionais por meio da TwoFlex.

Ao mesmo tempo, a Azul amplia as opções para ligação entre as capitais paulista e fluminense, já que a TwoFlex obteve em setembro passado licenças da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para voos entre o aeroporto de Jacarepaguá, na Barra da Tijuca, e o terminal de Congonhas, com seis voos diários, três partindo de cada cidade. A TwoFlex tem 14 horários diários de partidas e chegadas na pista auxiliar de Congonhas.

A TwoFlex opera destinos de Monte Dourado, Almeirim, Porto de Moz e Breves, além de Maués e Parintins, no Amazonas. No Centro-Oeste, a TwoFlex atende Cuiabá, Água Boa, São Félix do Araguaia, Tangará da Serra e Juína. Partindo de Cuiabá, a empresa opera Água Boa (MT), São Félix do Araguaia, Tangará da Serra e Juína, no Mato Grosso.

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