A atividade econômica dos microempreendedores e profissionais informais caiu 12,04% em junho deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo o ISM (Índice SumUp do Microempreendedor), divulgado com exclusividade ao 6 Minutos, e elaborado pela SumUp em parceria coma FGV (Fundação Getulio Vargas).

Para  a SumUp, isto significa que mesmo com a alta de 1,2% no PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre, a atividade econômica dos negócios menores continua fraca. Hoje, o Brasil tem 24,5 milhões de profissionais autônomos de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o que representa cerca de 11% da população.

“Apesar da recuperação da economia sinalizada pelo crescimento positivo do PIB, os valores do ISM de junho mostram que os micro, pequenos e médios negócios não estão sentindo essa retomada. A recuperação dessas empresas será mais lenta, porque é atrelada ao desemprego e, consequentemente, ao consumo. Enquanto não houver uma recuperação do emprego, os micro, pequenos e médios negócios devem continuar operando com bastante dificuldade”, diz Renan Pieri, professor da FGV e responsável por formular o índice.

Em relação a maio deste ano, o ISM registrou queda de 5,09%.

Como o índice é calculado? Com base nos dados de negócios de empreendedores informais e microempresas de todos os estados brasileiros e de mais de 30 ramos de atividades distintos. As informações são coletadas considerando as vendas processadas pelas maquininhas da SumUp.

“O ISM é importante porque funciona como um termômetro da economia para uma parcela da população que nem sempre é levada em consideração nos levantamentos econômicos. Neste caso, os números mostram que o cenário ainda é desafiador para os microempreendedores e os profissionais informais”, afirma Carlos Grieco, diretor de meios de pagamento da SumUp.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).