A Amazon deu um grande salto em direção às entregas pelo céu ao se tornar uma das poucas empresas certificadas pelo governo dos EUA para operar como companhia aérea de drones.

A FAA (sigla em inglês para Agência Federal de Aviação) designou a Amazon Prime Air como “transportadora aérea”, conforme comunicado distribuído pela empresa nesta segunda-feira (31). A designação permite que a Amazon inicie suas primeiras entregas comerciais nos EUA sob um programa de testes, usando os dispositivos de alta tecnologia apresentados para esse propósito no ano passado.

A Amazon e concorrentes ainda precisam superar algumas barreiras técnicas e regulatórias antes que possam transportar pelo céu pequenas embalagens de ração de gato ou pasta de dente e entregá-las rotineiramente nas casas dos clientes. No entanto, a decisão mostra que essas companhias convenceram o governo americano de que estão prontas para operar em ambientes altamente regulamentados como a aviação.

A FAA confirmou a aprovação, acrescentando em comunicado que vem tentando apoiar a inovação no segmento de drones e ao mesmo tempo garantir que os dispositivos operem com segurança.

A Amazon se junta à Wing, subsidiária da Alphabet, e à United Parcel Service (UPS) entre as empresas que conseguiram aprovação da FAA para operar sob os regulamentos federais que regem companhias aéreas de pequeno porte e operadoras de voos fretados.

Juntamente com as parceiras Walgreens e FedEx, a Wing tem feito entregas limitadas com drones desde o ano passado no estado da Virgínia após receber aprovação semelhante da FAA. A UPS faz voos com suprimentos médicos dentro de um complexo hospitalar em Raleigh, Carolina do Norte. Empresas menores e startups também estão buscando aprovações ampliadas da FAA.

A Amazon avisou que começará a realizar testes de entrega, mas se recusou a informar onde e quando. A FAA está se preparando para finalizar um conjunto de regulamentos até o final do ano para expandir os voos de drones sobre multidões, peça fundamental para a realização de entregas.

As regras exigirão, por exemplo, que os aparelhos transmitam sua identidade e localização para minimizar riscos de terrorismo ou colisão com outras aeronaves.

Esse seria apenas o primeiro passo. Para operarem de forma eficiente, os drones precisam voar rotas pré-programadas sem pilotos humanos observando cada movimento.

A Amazon, por exemplo, apresentou no ano passado planos para que seus dispositivos — uma família de drones conhecida como MK27 — façam entregas em um raio de 12 quilômetros em torno de um galpão e cheguem aos clientes em 30 minutos. As embalagens entregues podem pesar mais de 2 quilogramas.

As regulamentações atuais dos EUA não permitem esses voos de forma autônoma. A FAA ainda não criou padrões para essas operações.

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