O Aliexpress entrou na guerra pelos sellers (lojistas) dos marketplaces em operação no Brasil. Pela primeira vez, comerciantes brasileiros poderão oferecer seus produtos na plataforma chinesa. Até então, os sellers locais não tinham essa opção de venda.

Para atrair os lojistas, o Aliexpress promete cobrar comissões de venda menores que as da concorrência (de 5% a 8% do faturamento). Essa taxa, segundo a empresa, gira em torno de 10% nos outros marketplaces.

Por outro lado, o Aliexpress ainda não conta com um centro de distribuição no Brasil. A empresa diz que está procurando oportunidades na área, mas não dá um prazo para isso acontecer. Enquanto isso, a plataforma vai despachar as encomendas pelos Correios.

Essa opção pode ser uma desvantagem para o seller (e para o consumidor), já que os prazos de entrega serão maiores que os dos concorrentes, que estão investindo no delivery ultrarrápido, ou seja, no mesmo dia. No Aliexpress, as vendas dos sellers locais devem ser entregues no prazo de 3 a 4 dias.

Segundo Yaman Alpata, porta-voz do Aliexpress, esse prazo será reduzido a medida que a empresa contar com sua própria infraestrutura de entrega no país.

Como compensação, a operação de venda dos sellers brasileiros oferecerá frete grátis, o que é um atrativo para o consumidor.

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