Uma aliança que reúne alguns dos maiores fundos de pensão e seguradoras do mundo, que administra mais de US$ 2,4 trilhões em ativos, se comprometeu a manter investimentos com impacto zero nas emissões de carbono até a data limite de 2050. Isso significa que o portfólio de empresas nas quais investem terá efeito neutro na emissão de carbono.

A iniciativa foi divulgada nesta segunda (23) e foi estabelecida em parceria com a ONU (Organização das Nações Unidas), na Cúpula de Ação pelo Clima, evento que precedeu a Assembleia Geral da entidade, que começa nesta terça (24).

Quem são esses investidores? Entre as instituições que se comprometeram com a aliança estão a seguradora alemã Allianz, o fundo de pensão francês Caisse des Dépôts, o fundo de pensão canadense CDPQ, as seguradoras suecas Folksam Group e Alecta, o fundo de pensão dinamarquês PensionDanmark, as seguradora suíças Swiss Re e Zurich, o fundo de pensão sueco AMF, o fundo de pensão californiano CalPERS e as seguradora finlandesa Nordea Life and Pension e Storebrand.

Quais são os argumentos do grupo? “Diminuir os efeitos das mudanças climáticas é o desafio de nossas vidas. Políticos, negócios e sociedades ao redor do globo precisam agir rapidamente de maneira unida para diminuir rapidamente as emissões de carbono. Nós, como administradores de ativos, vamos nos protar à altura de nossa responsabilidade e, em um diálogo com as companhias nas quais investimos, nos encaminhar na direção de práticas de negócio de baixo carbono. Nós já começamos esse processo e e, até 2050, nossos portfólios serão neutros em termos de emissões de carbono”, disse Oliver Bäte, CEO da Allianz, durante o evento em Nova York.

Por que a atitude é importante? Por mostrar que enfrentar os desafios das mudanças climáticas não são apenas compromissos a serem feitos por governos e políticos. A iniciativa privada vem mostrando preocupação com o tema e deixando de lado a abordagem de somente apoiar iniciativas públicas ou governamentais. Na semana passada, um grupo de 230 investidores globais que administram cerca de US$ 16 trilhões divulgou um comunicado pedindo “ação urgente” para resolver os incêndios que devastam a Amazônia.

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