Uma pesquisa do Sebrae em parceria com a Abracerva (Associação Brasileira de Cerveja Artesanal) mapeou o mercado brasileiro dos cervejeiros. O resultado foi chamado de primeiro Censo das Cervejarias Independentes.

Depois de ouvir 486 empresários, entre produtores de fábrica própria, produção terceirizada e donos de bares próprios, o levantamento concluiu que o perfil médio do empreendedor da área é formado por homem (87%), com alto grau de escolaridade (85% possuem ensino superior ou pós-graduação) e morador das regiões Sul e Sudeste — 73% estão concentrados em cinco estados: Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Qual é o panorama atual desse mercado? De acordo com a pesquisa, os ganhos cresceram entre 2017 e 2018, mas estão com uma perspectiva de maior cautela neste ano. Um em cada quatro relata prejuízo neste momento.

No quesito faturamento, pouco mais da metade estima obter até R$ 360 mil ao ano, enquanto 27% prevêem faturar acima desse patamar, mas menos que R$ 1,8 milhão.

Uma estratégia comum do segmento, segundo o levantamento do Sebrae e da Abracerva, é a terceirização da produção. Fabricantes com estrutura própria terceirizam para demais cervejeiros independentes e, assim, conseguem reduzir a capacidade ociosa.

Boa parte das cervejarias independentes com produção própria declarou produzir de 1.000 a 4.999 litros mensais.

Pesquisa do Sebrae revela o perfil médio de quem fabrica cerveja no Brasil
Crédito: Shutterstock

Capacitação. Além da formação universitária, esses profissionais estão buscando capacitação técnica na área. De acordo com a Sebrae, as formações mais procuradas são tecnologia de produção cervejeira (81%), estilos (44%) e sommelier de cerveja (42%).

Em nota, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, afirma que a entidade entende o segmento como um “negócio em expansão”, que movimenta “outros mercados, como sites de vendas, fábricas de embalagens e empresas de importação de ingredientes”. “Por isso, atuamos junto aos empresários por meio de cursos, mapeamento do mercado e legislação”, argumenta.

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