Mais de 5 milhões de brasileiros fizeram compras pela internet pela primeira vez em 2019, segundo a nova edição da pesquisa Webshoppers, divulgada pela Ebit|Nielsen nesta quarta-feira (21). Segundo o levantamento, os compradores de primeira viagem representaram 18,1% do total dos que fizeram negócios do gênero de janeiro a junho deste ano.

Para o e-commerce em geral, o semestre também trouxe boas notícias. Ao todo, o volume de pedidos cresceu 20% no primeiro semestre, quando foram registradas mais de 65,2 milhões de compras do tipo. O faturamento total subiu 12%, chegando a R$ 26,4 bilhões.

E-commerce

Segmentos de alimentos e bebidas e de petshop registraram as maiores altas no primeiro semestre

A que se deve esse aumento? A Ebit Nielsen destaca o aumento nas vendas de bens não duráveis e alimentos perecíveis. O setor de alimentos e bebidas subiu 82% e o de produtos de petshop teve uma alta de 144%. Segundo a consultoria, os dois setores são beneficiados por um consumidor chamado de “heavy user”, que faz compras mais frequentes que os demais.

“Pouco a pouco, os brasileiros estão oficializando o e-commerce como um canal de compras. Estamos vivendo um momento de novas experiências por estes consumidores. Alguns usando o canal pela primeira vez, numa migração do offline para o online, outros experimentando novas lojas online e mesmo desembolsando em categorias que, até então, não haviam sido exploradas”, afirmou, em nota, Ana Szasz, líder da Ebit|Nielsen.

Quais são as estimativas para o restante do ano? Na avaliação da consultoria, “o cenário é promissor”, com previsão de crescimento. A estimativa é que o e-commerce encerre o ano de 2019 com mais de 144 milhões de pedidos e quase R$ 60 bilhões de faturamento.

Uma tendência que deve se consolidar é a da preferência por compras cada vez mais via celular e menos dependentes de computadores e notebooks. Quando se olham apenas os negócios feitos a partir de telefones móveis, a alta nos pedidos é de 57%, para 27,2 milhões, e o faturamento sobe 43%, para R$ 9,6 bilhões.

E o futuro? Para a consultoria, a próxima etapa do comércio eletrônico deve estar relacionada a compras por meio de comandos de voz. Neste novo mercado, a busca pelo consumidor deve estar atrelada ao rastro digital, o histórico de comportamento virtual de cada indivíduo, resultando na oferta de produtos segmentados.

Outros aspectos verificados são uma tendência maior às vendas cruzadas e uma variedade quase ilimitada de produtos, o que deve reduzir a visibilidade individual de cada vendedor.

O que mais diz a pesquisa?

  • Google (25%) e redes sociais (19%) foram os dois principais motores de vendas nos primeiros seis meses deste ano. Na liderança isolada entre as redes, segue o Facebook, com 53%, seguido pelo Instagram, com 32%. O WhatsApp ficou lá para trás, com apenas 2% dos negócios.
  • Cartão de crédito é o meio de pagamento mais utilizado no e-commerce brasileiro, com 67% das transações. Na sequência, aparecem o boleto bancário (19%), e cartões das próprias lojas (6%). A maior parte dos negócios foi feito à vista (52,6%).

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