A 2TM, que controla o Mercado Bitcoin, levantou US$ 50 milhões em capital para ajudar na sua busca por aquisições em outros mercados latino-americanos.

A empresa, que conta com uma participação do SoftBank, recebeu agora investimentos da 10T Holdings, uma firma de private equity dos EUA com foco em empresas digitais, e da Tribe Capital, fundo de venture capital com sede em São Francisco. Participam também a gestora brasileira de venture capital PIPO Capital, com foco em growth equity, o TC Traders Club SA e a Endeavor Brasil.

Os recursos serão usados ​​para novos produtos e crescimento, incluindo a expansão para o Chile, Colômbia, México e Argentina, de acordo com o cofundador da 2TM, Gustavo Chamati.

“Depois de um caminho tortuoso tentando traduzir uma tecnologia tão disruptiva quanto o blockchain, finalmente conseguimos convencer os investidores brasileiros sobre suas possibilidades e também os fundos de venture capital sobre o potencial dos mercados latino-americanos”, disse Chamati, 40, em entrevista.

Os US$ 50 milhões são parte de uma segunda rodada de investimentos que começou com a capitalização de US$ 200 milhões feita pelo SoftBank Latin America Fund em julho, que avaliou a 2TM em US$ 2,15 bilhões e criou o primeiro unicórnio crypto da América Latina.

A 2TM recebeu sua primeira rodada de capital em janeiro: R$ 200 milhões da GP Investments e da Parallax Ventures, com a participação da HS Investimentos, da Gear Ventures, do fundo Évora e da Genial Investimentos.

Chamati criou o Mercado Bitcoin — a primeira corretora de criptomoeda do Brasil e a joia da coroa da 2TM – em 2013, junto com seu irmão Maurício. Ele ouviu falar sobre o Bitcoin pela primeira vez em 2011 em um programa na MTV, e então começou a ler mais sobre o assunto.

“Me interessei, comecei a conversar com as pessoas e entendi como isso poderia transformar profundamente os mercados financeiros”, disse ele.

Depois que ele e seu irmão passaram anos colocando seu próprio dinheiro na empresa, a atividade aumentou este ano, quando o Mercado Bitcoin atingiu 3 milhões de clientes e negociou mais de R$ 40 bilhões. Isso foi mais do que todos os anos anteriores juntos.

A 2TM já comprou várias empresas no Brasil e aumentou seu quadro de funcionários de 200 para 700 neste ano. Criou o primeiro token de dívida do governo e emitiu o Futecoin, um investimento no qual os ganhos vêm das comissões que os times brasileiros do Vasco e do Santos recebem quando jogadores de futebol treinados por esses times vão para um outro time, como aconteceria caso o Neymar fosse vendido pelo Paris Saint-Germain.

O objetivo da 2TM é se tornar uma provedora de infraestrutura de blockchain para mercados financeiros na América Latina, incluindo serviços como custódia e gestão de fundos, disse o presidente, Roberto Dagnoni.

“Estamos muito felizes em trazer para nossa empresa investidores especializados, como o Tribe Capital e o 10T Holdings”, disse Dagnoni, acrescentando que a ideia é buscar outra rodada de investimento privado antes de considerar uma abertura de capital.

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