Depois das sucessivas máximas históricas atingidas pelo bitcoin em 2020, a procura pela criptomoedas não para de crescer. Em um ano marcado pela pandemia, o ativo digital superou a tradição do ouro e se tornou um dos investimentos mais valorizados – vale lembrar que a volatilidade da criptomoeda também é alta.

Segundo dados da CoinTrader, foram movimentadas mais de 36 mil unidades de bitcoins, só em fevereiro deste ano, no país. Estas negociações equivalem a cerca de R$ 12 bilhões em câmbio atualizado.

E esse resultado positivo não é exclusividade do bitcoin, pois se estende às demais criptomoedas do mercado, embora sejam menos conhecidas. No caso da Ethereum, o segundo ativo digital mais negociado, a valorização foi de mais de 600% em 2020, subindo de R$ 545 para R$ 4 mil.

Contudo, ainda que a busca por criptomoedas tenha sido alta, há muita gente que não sabe por onde começar para investir nesses novos produtos.

Por isso, o 6 Minutos preparou uma lista com as possibilidades de se comprar, vender e até juntar bitcoins no Brasil.

Exchange Digitais

Já existem corretoras especializadas em converter reais em criptomoedas. As mais conhecidas são a Foxbit e Coinext, que oferecem soluções pela internet e não cobram taxas para abertura de carteiras digitais.

Na Foxbit, o procedimento é bem simples: o investidor abre a carteira e transfere uma quantia superior a R$ 20 da sua conta bancária, via DOC ou TED. Depois disso, basta converter o saldo pelo valor equivalente em bitcoin, em uma operação que parece uma compra virtual. É possível reverter a operação e sacar o dinheiro a qualquer momento.

O funcionamento da Coinext é bem parecido, mas a corretora permite que as transferências sejam realizadas também via PIX, sem cobrança de tarifa. No caso dos saques, a fintech garante ter a menor taxa do mercado, sendo R$ 8,99 fixo+ 0,19% de acordo com o valor retirado.

Fundos de criptoativos

Outra possibilidade são os fundos de investimentos em criptoativos que contam com a proteção de instituições regulatórias, como o CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Para quem tem um perfil moderado e quer incluir as criptomoedas na carteira de investimentos, recentemente, o BTG Pactual lançou o fundo Bitcoin 20, com exposição de 20% aos ativos digitais e de 80% em renda fixa. A aplicação mínima nesta cota é de R$ 1, a taxa de administração é de 0,5% e não há custo sob performance.

Já para os chamados “puristas”, que são aqueles que preferem apostar toda a carteira em um único ativo, a Hashdez oferece um fundo com aplicação mínima de R$ 1 mil e taxa de administração de 1,75%. O Bitcoin Full 100 é destinado aos investidores com perfil agressivo e a valorização da cota foi de 27% em março.

Cashbacks

Também é possível juntar criptomoedas usando somente o reembolso de compras feitas em reais. O saldo de cashback segue a variação cambial, portanto, acompanha a evolução do ativo.

O banco digital multimoeda Zro Bank oferece cashback de 0,5% em bitcoins para compras de no mínimo R$ 10 no cartão de débito. A princípio esta é uma oferta especial e os clientes podem acumular o saldo em bitcoin ou convertê-lo para usar em real.

Já o “criptoback” da conta digital do banco Alter devolve até 1% das compras realizadas no cartão de crédito pré-pago oferecido aos clientes. Para ganhar, é preciso fazer transações acima de R$ 25.

Caixas eletrônicos

Se você é do grupo que prefere opções mais tradicionais, a saída pode ser usar caixas eletrônicos exclusivos para negociação de criptomoedas. Embora sejam apenas 8 unidades espalhadas pelo país -a maioria no eixo Rio-São Paulo-, é bem fácil usar as máquinas de autoatendimento.

As ATM’s são operadas pela Coin Cloud, uma empresa norte-americana, em parceria com o Mercado Bitcoin, e a previsão é chegar ao total de 50 equipamentos no Brasil até o fim deste ano. No site da empresa é possível consultar a localização de cada máquina.

Ao todo, são mais de 30 moedas digitais disponíveis e o valor mínimo para movimentações é de R$ 10 para compras e R$ 50 para vendas (saques). O caixa eletrônico só aceita operações em dinheiro em espécie.

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