Os investidores brasileiros estão aprendendo a enxergar além da Bolsa brasileira e descobrindo oportunidades em outros mercados. E uma das ferramentas que permitem trazer alguma exposição internacional para a carteira são os ETFs (Exchange Traded Funds).

Esses tipos de fundos escolhem um índice de referência e passam a segui-lo. O objetivo do gestor é entregar para os investidores do fundo um retorno idêntico à variação do índice seguido. Essa variação, por sua vez, é resultado da soma das oscilações de preço das ações de todas as empresas que fazem parte desse índice.

Isso significa que comprar um produto que entrega a variação de um índice é uma maneira extremamente simplificada de expor a carteira aos resultados de todas essas empresas. O que o investidor vai receber é a média das performances de todas elas.

E não é preciso se ater aos índices mais conhecidos, como o Ibovespa (da Bolsa brasileira) e o S&P 500 (que consolida 500 importantes papéis de empresas norte-americanas). As possibilidades são inúmeras.

“O ETF é um instrumento de diversificação interessantíssimo para investir em ativos que não estão facilmente disponíveis para o mercado”, afirma Paulo Kulikovsky, COO da Stake, plataforma que permite que pessoas de outros países invistam no mercado norte-americano. “Por meio dele, pessoas investem em causas, ideias e movimentos e antecipam tendências que vão permear o mercado de investimentos e o mundo como um todo.”

Uma prova disso é que o próprio cardápio de opções da Stake inclui vários ETFs bastante inusitados. Veja alguns exemplos.

Global X Millenials Thematic ETF (MILN)

Se você nasceu entre 1980 e 2000, provavelmente vai gostar desse ETF temático. Ele segue um índice, o Indxx Millennials Thematic Index, que traz na carteira empresas consideradas importantes para pessoas como você, que fazem parte da geração dos millenials. Apple, Disney, PayPal e Uber são alguns dos papéis que integram o portfólio do MILN, que acumula alta de 9,06% em 2021 e de 117,14% nos últimos 12 meses.

Global x Uranium ETF (URA)

O que as companhias que fazem parte desse ETF têm em comum é seu envolvimento na indústria de produção de urânio. Algumas se dedicam à mineração e refinamento do metal e outras fornecem equipamentos para essas atividades. Com mais de 10 anos de atividade, o URA acumula alta de 27,92% em 2021 e, nos últimos 12 meses, cresceu 133,45%.

ETFMG Alternative Harvest ETF (MJ)

Esse ETF concentra empresas globais das áreas de saúde, farmacêutica e biotecnologia que de alguma forma estão envolvidas no cultivo, produção, comercialização ou distribuição legal de cannabis (maconha) ou medicamentos controlados que usam canabinóides como ingrediente ativo. Há também empresas ligadas ao setor de tabaco, que produzem não só cigarros, mas também fertilizantes e pesticidas, por exemplo. Neste ano, o MJ já acumula alta de 59,51%; nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 116,76%.

VanEck Vectors Rare Earth/Strategic Metals ETF (REMX)

As empresas que estão neste ETF operam nos setores de metais e mineração, com foco nos chamados Metais de Terra Rara, que são muito utilizados em dispositivos eletrônicos. Eles não são necessariamente raros de encontrar, mas o nome é atribuído pelos processos mais especializados de extração e processamento. A rentabilidade do ETF foi de 15,94% do início de janeiro para cá e de 180,14% nos últimos doze meses.

Invesco Global Clean Energy Portfolio ETF (PBD)

O PBD é composto principalmente por empresas que têm tecnologias voltadas para a geração, uso e conservação de energias limpas, tais como solar, hidrelétrica e eólica, além de biocombustíveis. Em 2021, a variação do ETF está negativa em 6,24% – mas, em doze meses, o saldo é positivo, de 194,04%.

Global X Conscious Companies ETF (KRMA)

“Coisas boas acontecem para boas pessoas”. Essa é a filosofia deste fundo. O KRMA só investe em empresas que atendem aos padrões ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG). Podem fazer parte do fundo, uma empresa que está avançando para a neutralidade de carbono ou para a representação igualitária de mulheres em seus conselhos, por exemplo. O elenco inclui pesos-pesados como Apple, Microsoft, Amazon, Facebook, Bank of America e Southwest Airlines. O fundo acumula variação positiva de 9,55% no ano e de 70,23% nos últimos doze meses.

Global X Video Games & Esports ETF (HERO)

Um dos setores que saíram ganhando com a quarentena doméstica imposta pela pandemia foi o de videogames. O HERO investe nos maiores produtores de software e hardware do mercado. O fabricante de semicondutores Nvidia é o maior detentor do fundo, enquanto produtores de jogos como Activision Blizzard, Electronic Arts e Nintendo estão no top 10. O HERO cresceu 4,64% no ano e 99,17% nos últimos doze meses.

Siren Nasdaq NexGen Economy ETF (BLCN)

Um dos maiores desafios para os investidores é ganhar exposição a criptomoedas e tecnologias blockchain em suas carteiras. O BLCN oferece uma solução pra isso. Além da exposição a empresas que possuem criptomoedas em seus balanços, o fundo mantém ações que trabalham em mineração e desenvolvimento de blockchain. O ETF acumula alta de 21,33% no ano e 143,63% nos últimos doze meses.

Ecofin Global Water ESG Fund (EBLU)

Previsões dão conta de que o crescimento da demanda e a restrição da oferta tornarão a água potável um recurso cada vez mais escasso no futuro. Este ETF oferece exposição a ativos de água. As 46 participações no fundo incluem desde ações da indústria de encanamento até soluções de irrigação agrícola. Altas de 7,41% no ano e de 66,93% nos últimos 12 meses.

Global X Guru Index ETF (GURU)

Invista como os melhores: o ETF GURU rastreia o índice Solactive Guru, um grupo de empresas que aparecem com mais frequência nas principais carteiras dos hedge funds do mundo. O índice analisa um grupo selecionado de relatórios de participações trimestrais que os fundos publicam e acompanha as empresas que mais aparecem nestes relatórios. Mostrou valorização de 7,15% no acumulado de 2021 e de 83,73% nos últimos 12 meses.

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