Lançada em meio a muita curiosidade dos brasileiros, polêmicas e memes, a cédula de R$ 200 ainda está circulando pouco no Brasil. Dados do Banco Central mostram que ainda há apenas 6,3 milhões dessas notas circulando pelo país.

Como há 211,7 milhões de brasileiros, ainda é difícil conseguir a nota por aí: há 33 pessoas para cada cédula nova.

Essa quantidade vai aumentar, de acordo com o BC. Ao longo de 2020, serão produzidas 450 milhões de unidades, totalizando R$ 90 bilhões.

Por enquanto, a nova cédula pode ser encontrada somente em 10 capitais (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém).

As notas foram enviadas pela Casa da Moeda para essas cidades e, daí, o Banco do Brasil fará a distribuição para o restante do país.

“Nós deslocamos as cédulas via aérea. A partir dessas capitais, o Banco do Brasil, que é quem operacionaliza a custódia do BC, vai nos ajudar, dada sua capilaridade, a chegar no interior do país”, afirmou a diretora de Administração do BC, Carolina de Assis Barros, durante entrevista à imprensa no lançamento.

Por que foi criada uma nota de R$ 200? De acordo com o BC, a decisão foi tomada em meio ao forte aumento de circulação de cédulas no Brasil por causa da pandemia de coronavírus, em um fenômeno batizado de “entesouramento”.

Isso acontece porque pessoas e empresas estão sacando mais dinheiro para se resguardar em um momento de incertezas, e também por causa do auxílio-emergencial de R$ 600, que quase sempre é sacado em espécie.

Dados do Banco Central mostram que no final do mês passado, havia R$ 351,3 bilhões em dinheiro físico no Brasil. Antes da pandemia começar a fazer estrago, em 16 de março, esse valor era de R$ 254,1 bilhões.

Ou seja, no período da crise quase R$ 100 bilhões a mais em cédulas e moedas passaram a circular por aí ou, em muitos casos, passaram a ser guardados dentro de casa, “debaixo do colchão”.

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