O bitcoin passou a valer mais de US$ 40 mil pela 1ª vez na história –isso aconteceu na última quinta (7). Desde então, o preço já sofreu uma variação considerável: nesta terça (12), ele está cotado a pouco mais de US$ 35 mil. No entanto, a tendência ainda é de alta consistente se for considerado um intervalo de menos de um mês: a marca de US$ 20 mil foi ultrapassada em 16 de dezembro do ano passado e superou os US$ 30 mil em 2 de janeiro.

Mas como saber quando é a hora de incluir esse ativo em seu portfólio de investimentos? Especialistas ouvidos pelo 6 Minutos afirmam que o bitcoin é para praticamente todo tipo de investidor, desde que ele estude sobre a criptomoeda para saber o que está fazendo.

“A não ser que a pessoa tenha um perfil mega conservador, tem que começar a investir ontem”, afirma o gestor de portfólio da Hashdex, João Marco Cunha.

A recomendação é alocar apenas de 1% a 3% da carteira de investimento na criptomoeda, já que é um ativo com alta volatilidade. “É muito mais arriscado do que o resto do mercado. Tem que estar preparado para para desvalorizações significativas”, afirma Cunha.

O alerta fica para quem começa a investir apenas baseado nas recentes valorizações da criptomoeda. “Tem muita gente que lê as notícias e sai correndo para colocar dinheiro no bitcoin”, afirma o especialista em inovação, tendências e tecnologia Arthur Igreja. É preciso tomar alguns cuidados.

Qual é o passo a passo para investir em bitcoin?

  1. Estude sobre o mercado de criptomoedas, entenda as características do ativo e veja se faz sentido para o seu perfil de investidor e para sua carteira;
  2. Decida a forma de investir: por exchange – corretora que faz a mediação de compra e venda de criptomoedas – ou por conta própria;
  3. Comece com aportes pequenos e vá aumentando a medida que entender mais sobre o funcionamento do bitcoin e ter a certeza de que presença do criptoativo na carteira é uma boa para você.

Quais os cuidados na hora de fazer os aportes?

  • Faça uma pesquisa cuidadosa e detalhada em relação à reputação das corretoras antes de escolher em qual investir – sites como Reclame Aqui podem ajudar;
  • Nunca invista sem conhecimento, porque os riscos de perder dinheiro serão maiores;
  • Existem inseguranças no mercado, já que o bitcoin começou a ser negociado há cerca de 13 anos – um período curto em comparação a outros investimentos. “Apesar de estar ficando mais maduro, ainda assim é um mercado desregulado”, afirma o CEO do Alter, Vinicius Frias;
  • Não aja por impulso devido às recentes valorizações. Todos os aportes devem ser pensados e precisam considerar sua estratégia de investimentos.

Como funciona a compra de bitcoins?

Existem 21 milhões de unidades da criptomoeda disponíveis no mercado e o valor da cotação se refere uma unidade – na quinta-feira (7), ela chegou à marca de US$ 40 mil a unidade.

O investidor que quer começar não precisa comprar uma unidade inteira — é possível adquirir frações de bitcoin. Quem investe via Exchange, por exemplo, deposita o valor desejado em reais na conta da corretora, que converte em compra de frações da moeda.

Valorização da criptomoeda

O CO-CEO da Foxbit, Ricardo Dantas, diz que a supervalorização do bitcoin está acontecendo porque as pessoas acreditam que o ativo é o “novo ouro digital”. “Apesar de ser um investimento de risco, ele é uma reserva de valor”, afirma Dantas.

Como o bitcoin temuma quantidade finita, a alta demanda faz com que o preço aumente. “O modelo econômico foi montado para que o ativo seja escasso”, afirma Eduardo Ibrahim, expert da SingularityU Brazil. “Ele não vai ser emitido para sempre”.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).