As operações feitas através de smartphones e tablets já representam quatro em cada 10 de todas as movimentações bancárias feitas no Brasil, presenciais ou não, e são hoje o principal canal de interação de clientes com instituições financeiras no país. O chamado mobile banking cresceu a uma taxa de 80% entre 2017 e 2018.

A participação das transações classificadas como internet banking, ou seja, aquelas feitas de computadores em casa ou escritórios, caiu de 22% para 20% no ano passado.

(Crédito: Shutterstock)

Por quê isso é importante? A tendência é que o smartphone se torne cada vez mais a sua nova carteira. Se você ainda não usa seu telefone celular para fazer transações financeiras, deve começar a fazê-lo em breve. Além do uso maciço de aplicativos de bancos, no futuro boa parte dos pagamentos serão feitos por essa via, substituindo cartões de débito e de crédito.

Quais são os números desse mercado? Em 2018, último dado disponível, as transações através de smartphones e tablets totalizaram 31,3 bilhões no Brasil, representando 40% do total das movimentações financeiras, segundo pesquisa feita pela Febraban (federação dos bancos) e pela consultoria Deloitte. Essa fatia era de 10% em 2014, de 27% em 2016 e 35% em 2017.

E o uso de celulares para transações bancárias continuará crescendo? Sim, a tendência é de alta acelerada, o que já vem acontecendo de 2015 para cá.

“O uso do mobile banking continuará se expandindo mais do que outros canais.  E no caso de pagamentos e transferências essa alta deverá ser exponencial”, avalia Sergio Biagini, sócio-líder da indústria de serviços financeiros da Deloitte. “Nos próximos anos, esse será o canal mais importante para pessoas físicas, até pela facilidade de utilização. Escanear um boleto bancário, por exemplo, é muito mais prático do que digitar todos os números”, lembra ele.

Como estão as transferências e pagamentos de contas pelo celular? No ano passado, pela primeira vez, as transferências via DOC e TED feitas através de mobile banking ultrapassaram as realizadas por internet banking. De 394 milhões de transferências do tipo feitas no celular em 2017 para 862 milhões registradas no ano passado.

Em pagamentos de contas, os smartphones também passaram a liderar, com 1,6 bilhão de transações realizadas.

Essa pesquisa identificou a frequência do uso do celular para transações bancárias? Sim. Os “heavy users”, ou seja, aqueles que realizam mais de 80% das operações em um mesmo canal, tiveram uma participação de 38% no mobile banking em 2018, de acordo com os dados da pesquisa da Febraban. Em 2017, esse percentual era de 36%.

Além do desenvolvimento natural da tecnologia, a alta também está relacionada com a alta popularidade dos aparelhos celulares, que estão presentes em mais de 90% dos domicílios brasileiros.

E fazer operações bancárias através do celular é seguro? Sim. Todos os anos, os bancos investem cerca de R$ 2 bilhões em sistemas de TI voltados para segurança, e não há registro de invasão dos sistemas internos das instituições financeiras.

A Febraban acredita que, a despeito desse cenário, agências e outros pontos físicos de atendimento continuam importantes.

“Apesar do franco crescimento dos canais digitais, os bancos investem para garantir multiplicidade de canais a fim de que o cliente escolha aquele de sua maior conveniência”, disse a federação em nota enviada à reportagem. “As agências e outros pontos físicos continuam desempenhando um papel importante no atendimento”.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).