Os investimentos em renda fixa novamente devem liderar a captação líquida de fundos de investimento em outubro. Dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) colhidos até o dia 22 de outubro mostram que a renda fixa foi responsável por R$ 54,9 bilhões da captação total de R$ 62,8 bilhões do período.

Para dar uma dimensão do crescimento, o valor total aplicado nos primeiros 22 dias de outubro já representa quase 60% do total captado durante todo o primeiro trimestre deste ano, que foi de R$ 105 bilhões.

A renda fixa já vinha demonstrando uma boa recuperação nos últimos meses. Entre janeiro e setembro, produtos de renda fixa alcançaram saldo líquido de R$ 237,2 bilhões. Segundo Pedro Rudge, diretor da Anbima, a performance está ligada com as altas da taxa Selic e com uma maior aversão a risco por parte dos investidores.

“Alguns fatores têm contribuído para esse movimento como o aumento da taxa de juros, que tornam os fundos de renda fixa mais atrativos, e uma maior aversão a risco pelos investidores”, disse Rudge na divulgação dos resultados de setembro.

Já os ETFs tiveram captação de R$ 1,5 bilhão no período, enquanto os FIPs registraram R$ 878 milhões. O destaque além da renda fixa ficou com os FIDCs, com captação de R$ 17,6 bilhões até 22 de outubro.

Em compensação, a captação em fundos de ações ficou deficitária em R$ 4,5 bilhões, enquanto os de multimercados ficaram no negativo em R$ 6,9 bilhões. Também houve queda nos fundos cambiais (R$ 321 milhões) e de previdência (R$ 305 milhões).

O resultado é bem diferente do observado em outubro do ano passado, quando a Anbima informou um déficit de R$ 63 bilhões na captação líquida durante todo o mês. A maior parte veio pela queda de R$ 50,8 bilhões nos produtos de renda fixa. Os únicos resultados positivos à época eram dos fundos multimercados (R$ 4,9 bilhões), FIP (R$ 500 milhões) e ações (R$ 200 milhões).

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