A FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) divulgou o balanço semestral do setor, que revelou números bastante positivos. O resultado é fruto de uma combinação de três fatores: a reforma da Previdência (que restringe ou posterga o acesso à aposentadoria pública), o envelhecimento da população e a maior conscientização sobre a necessidade de se planejar para a velhice.

Quais foram os números? As contribuições dos investidores em previdência privada somaram R$ 55,7 bilhões — um aumento de 8,3% em relação ao primeiro semestre de 2018. A diferença entre a captação e os resgates foi de R$ 20,4 bilhões.

Os saques cresceram 2,4% — número menor que o do ano passado, e bastante comemorado pelo setor. De acordo com Jorge Nasser, presidente da FenaPrevi, “as contribuições cresceram e os resgates refluíram, mostrando maior disposição dos participantes em direcionar recursos para poupança de longo prazo, de olho na formação de reservas para a aposentadoria”.

Qual a relevância da previdência privada? Atualmente, mais de 13,2 milhões de investidores aplicam em produtos de previdência, distribuídos por 67 entidades. Os planos individuais e para dependentes correspondem a 89,5% do total, enquanto os coletivos respondem por 10,5%.

O total acumulado nos planos de previdência alcançou quase R$ 891 bilhões, valor 13% maior que o registrado no ano passado.

Qual o perfil dos planos? Os planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) ainda representam a esmagadora maioria dos contratos — 91% do total. A razão para essa diferença é a vantagem tributária: enquanto o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) tributa o saldo todo aplicado, no VGBL o imposto incide somente sobre o rendimento do fundo.

Em geral, o VGBL é escolhido para quem planeja sacar a aposentadoria em longo prazo. Já o PGBL, que permite a dedução das contribuições na declaração anual do IR (Imposto de Renda), é opção de quem está próximo de se aposentar.

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