Agora que você passa muito mais tempo em casa, por causa da quarentena, já notou aquele descascado na pintura? Ou pensou que derrubar a parede que divide a casa da cozinha deixaria o espaço muito mais amplo? Passou pela sua cabeça que o sofá poderia ser mais confortável?

Você não está sozinho, definitivamente. Um levantamento feito pela fintech de empréstimo pessoal Lendico mostra que muita gente vem tomando crédito com o objetivo de reformar a casa, fazer pequenos reparos, trocar os móveis ou mesmo se mudar para outro imóvel.

Os pedidos de empréstimo para essa finalidade, que representavam 12% do total solicitado à fintech em março, passaram a ter uma fatia de 15,4% em maio. O aumento foi observado principalmente em São Paulo, Rio, Minas Gerais, Paraná e Ceará.

O valor médio solicitado, que no ano passado era de R$ 7.100, passou a ser de R$ 7.600 durante o isolamento social imposto pela pandemia de coronavírus. Em média, os tomadores de crédito para fazer reformas possuem 35 anos, em média, e a maioria é homem (65%).

“Pelo fato de as pessoas estarem mais em casa, acabam sentindo a necessidade de adaptar o espaço para si mesmo e para a família”, observa Marcelo Ramalho, CEO da Lendico. “Isso está se refletindo nos números, e vem ocorrendo em diversos estados”.

Esse não é o único sinal de que passar muito tempo dentro de casa faz as pessoas querem mudar o ambiente ou mesmo de ambiente.

Em tempos de home office, novidade que algumas empresas já sinalizaram que pode se tornar uma tendência mesmo após terminada a pandemia, o sonho de consumo das pessoas passou a ser casas com mais cômodos, quintal, apartamentos com varanda e espaço para escritório.

Dívidas e fluxo de caixa

O pedido de crédito para gastar com a casa é o terceiro em participação nos financiamentos mais pedidos na Lendico.

Em primeiro lugar, estão solicitações de empréstimo para pagamento de dívidas, como quitação de débitos antigos, liquidação do cheque especial e pagamento de faturas do cartão de crédito, e em segundo o crédito para empreender.

Neste último caso, de acordo com Ramalho, os empreendedores estão trocando os pedidos de financiamento para novos investimentos por fluxo de caixa, para manter seus negócios em funcionamento apesar da pandemia.

“Há muita procura de empreendedores, empresários e autônomos para buscar fluxo de caixa em vez de novos investimentos”, afirma. “É a necessidade de tocar o negócio até a crise passar”.

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