Os presidentes do Bradesco, Octavio de Lazari, e do Itaú Unibanco, Cândido Bracher, defenderam a implementação em fases do PIX, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, para evitar problemas no controle de riscos e relacionados à segurança.

“Como uma grande transformação, deve ser feita cercada de todos os cuidados. Transferência instantânea de pagamentos exige mecanismos de segurança e controle de riscos e é isso que estamos tratando de fazer”, disse Bracher durante Conferência Anual do Santander.

Lembrando que os bancos devem perder receitas e citando prejuízos da ordem de R$ 1 bilhão “em nossas organizações” por conta de fraudes este ano, Lazari levantou ainda a questão da centralização do sistema no Banco Central. “O fato de estar todo o sistema centralizado no Banco Central é uma preocupação. Como será essa empresa no futuro, uma estatal?”, questionou.

Lazari apontou ainda dúvidas quanto à simetria de regras. “Minha preocupação é de que não haja simetria e de que todos os entes da cadeia não obedeçam as mesmas regras”, acrescentou.

O presidente do Bradesco disse ainda que o PIX é uma evolução natural dos meios de pagamentos e ao defender sua implementação em fases, sugeriu que fosse iniciada, como exemplo, por transferências de menor valor.

Ao destacar o aspecto da segurança para se evitar tanto as fraudes, quanto lavagem de dinheiro, Lazari lembrou o registro de 600 mil fraudes nas transferências dos benefícios emergenciais no sistema financeiro.

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