Em meio à crise hídrica e acionamento da bandeira vermelha 2, o custo da energia elétrica dos consumidores residenciais atendidos pela Enel São Paulo deve subir 9,7% a partir de 4 de julho, de acordo com a empresa especializada em tarifas TR Soluções.

A Enel atende a 24 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, totalizando 7 milhões de consumidores.

De acordo com a empresa, em condições normais a alta poderia ser muito maior, de 23,4%. Entretanto, a expectativa é que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) lance mão de uma série de medidas para reduzir o impacto sobre as contas de luz.

Segundo o diretor de Regulação da TR, Helder Sousa, a tendência é que a agência reguladora tente manter o reajuste em apenas um dígito, como faz tradicionalmente em casos como o atual. Apenas uma reversão de 20% dos créditos tributários decorrentes de ações sobre a retirada do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), por exemplo, já permitiria que o reajuste caísse de 23,4% para 14,7%.

Mas há outra possibilidade na mesa: além da reversão desses créditos, é possível anular metade do aumento da chamada Parcela B, que é o custo do serviço prestado pela distribuidora, o que reduziria o impacto percebido pelo consumidor para 9,7%.

Click tarifário

Essa projeção é feita por uma ferramenta da empresa que se chama Click Tarifário, sistema que apresenta tarifas históricas e projeta as variações para os próximos seis anos.

O sistema é voltado para empreendedores que possuem interesse em avaliar o potencial de retorno do investimento em sistemas de geração e eficiência energética.

 

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