Não é só o turismo doméstico que dá sinais de recuperação. Aos poucos, os brasileiros estão retomando as viagens internacionais, principalmente para países que estão de fronteiras abertas, caso de Costa Rica e México. 

A expectativa é que o fluxo de viajantes aumente à medida que os países aceitem a entrada de brasileiros totalmente vacinados – Suíça, França e Marrocos estão nessa situação. As buscas de viagem para Paris subiram 176% em julho na comparação com junho, segundo o Kayak.

O movimento também aumentou para países que exigem apresentação do exame de covid negativado, como República Dominicana e Emirados Árabes.

Segundo a CVC, cresceram até mesmo as buscas por viagens internacionais para destinos que ainda estão de fronteiras fechadas, como Portugal e Estados Unidos.

A pedido do 6 Minutos, o Kayak pesquisou quais o destinos mais procurados por brasileiros em julho e comparou com igual período de 2019, ano sem pandemia (veja abaixo).

Destino internacionalBuscas em relação a 2019Preço médioVariação de preço em relação a 2019
Cancún84%R$ 4227-8%
Lisboa-52%R$ 3553-24%
Paris-46%R$ 3700-12%
Orlando-73%R$ 3451-42%
Buenos Aires-51%R$ 1575-18%
Miami-83%R$ 4541-2%
Nova York-62%R$ 4040-27%
Punta Cana-68%R$ 3617-27%
Dubai83%R$ 6131-21%
Santiago-59%R$ 1380-21%

Como preparar o bolso para uma viagem internacional?

Como não é possível prever o comportamento do câmbio até a data de partida, a melhor solução para amortizar o efeito de eventuais oscilações é fazer aquisições parceladas de moeda. Na prática, ao realizar várias compras fragmentadas de dólar ou euro ao longo dos meses, o turista vai conseguir uma cotação média e diluir o risco de uma possível desvalorização do real.

“A estratégia principal deve ser essa: buscar um preço médio. Não vale a pena ficar tentando adivinhar qual será o melhor momento para comprar a moeda toda de uma vez. Isso é muito difícil até para profissionais”, aconselha Maxnaun Gutierrez, head de produtos e pessoa física do C6 Bank.

Qual a melhor hora para começar a comprar? “Obviamente, uma queda muito brusca do dólar [como ocorreu recentemente, quando a cotação caiu abaixo dos R$ 5] é um bom momento para comprar. Mas, em geral, é melhor fazer compras parceladas e não se preocupar tanto com as oscilações”, diz o executivo.

Como guardar esse dinheiro?

Formar e abastecer uma reserva em moeda estrangeira é um dos preparativos mais importantes para a viagem internacional. Um caminho interessante para isso é abrir uma conta corrente global, como as que são oferecidas pelo C6 Bank e BS2.

O C6 Bank oferece contas internacionais em dólar e em euro. Já o BS2 oferece contas internacionais apenas na moeda norte-americana.

Como essas contas funcionam?

Elas permitem carregar dólares ou euros, que serão resgatados em caixas eletrônicos nos países de destino. É possível também movimentar o saldo no exterior por meio da função débito do cartão.

Quando o correntista faz depósitos em reais no Brasil, os valores são convertidos para a moeda estrangeira com base no câmbio do dia e então enviados para a conta internacional. “Essas operações funcionam 24 horas por dia, por meio do aplicativo do banco. Aos poucos, a pessoa pode ir fazendo uma poupança para a viagem”, explica Maxnaun Gutierrez, head de produtos e pessoa física do C6 Bank.

É verdade que essa formação de reserva também pode ser feita por meio dos cartões pré-pagos, nos quais são carregados os dólares ou euros comprados na casa de câmbio. Mas os custos envolvidos são bem maiores que os da conta internacional.

“Na conta global do C6, por exemplo, o spread é de 2% durante o horário comercial e a cotação segue o dólar comercial. Já nos cartões pré-pagos, os spreads são mais elevados e a transação segue o câmbio turismo, que sai entre 4% e 6% mais caro que o comercial”, compara Gutierrez. “Além disso, a alíquota de IOF que incide na movimentação é de apenas 1,1% na conta global, contra 6,38% na do cartão pré-pago, a mesma das compras com cartão de crédito.”

E se sobrar dinheiro da viagem?

Se o turista acabou comprando mais moeda estrangeira do que precisou usar na viagem, guardar a sobra para um passeio futuro é sempre uma possibilidade. Mas, caso ele queira fazer o caminho de volta e resgatar a diferença em reais, o processo é mais complicado no caso do cartão pré-pago. É preciso ir até a casa de câmbio e, após vender o valor carregado no cartão, manusear e portar o dinheiro recebido em reais.

“Já no caso da conta global, aquele montante já está na conta da pessoa. Pelo próprio aplicativo, ela faz a conversão inversa para reais, 24 horas por dia”, explica o head do C6.

Quer viajar para dentro do país?

A CVC diz que a retomada do turismo doméstico já está a pleno vapor. Os destinos mais procurados estão no Nordeste e Sul do país.

A expectativa é que esse movimento se intensifique a partir de setembro, acompanhando o avanço da vacinação.

O presidente da CVC Corp, Leonel Andrade, afirmou que devem faltar aviões e hotéis no final do ano para a nossa temporada de verão.

Veja os destinos mais procurados, segundo o Kayak:

Destino domésticoAumento das buscas em relação a 2019Preço médioPreço em relação a 2019
Recife81%R$ 1448-16%
Fortaleza58%R$ 1386-9%
Maceió120%R$ 1489-23%
Salvador55%R$ 1035-35%
Rio de Janeiro27%R$ 891-22%
São Paulo3%R$ 951-13%
Natal94%R$ 1552-17%
Porto Alegre84%R$ 1067-19%
Porto Seguro129%R$ 1350-26%
João Pessoa72%R$ 1626-15%
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