Um levantamento realizado com 618 brasileiros clientes de fintechs, empresas do setor financeiro baseadas em tecnologia, mostrou que a imensa maioria tem uma visão favorável dos serviços prestados. Para 87%, os serviços são melhores (47%) ou iguais (40%) que os prestados pelas instituições tradicionais do mercado, como os grandes bancos.

Em contrapartida, a parcela que considera o serviço das fintechs pior representa apenas 3% do total. Ao todo, 10% não souberam ou não responderam. Batizada de “O mercado de fintechs”, a pesquisa foi realizada pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) em parceria com a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

O que as fintechs fazem que agrada os consumidores? Essas empresas foram destacadas pelos usuários pesquisados em comparação com as instituições tradicionais em três aspectos. O principal ponto são as taxas e tarifas, em que 49% dos usuários preferem as fintechs aos grandes bancos.

Na sequência, aparecem os processos operacionais para contratação (42%) e a qualidade dos serviços prestados (37%). Para o presidente da CNDL, José César da Costa, o resultado reflete a lacuna de mercado preenchida por essas fintechs, atendendo clientes que buscam tarifas menores e processos simplificados.

“As fintechs oferecem alternativas com clareza e transparência nas tarifas cobradas, preços mais competitivos e, acima de tudo, ferramentas acessíveis e eficientes para gerir seus recursos de maneira descomplicada”, afirma.

Qual é a o alcance do serviço dessas empresas? A pesquisa registrou que, nas capitais, 64% dos internautas que responderam aos questionamentos são ou foram clientes de algum serviço de fintechs nos últimos 12 meses. Destes, 50% dos clientes contrataram o serviço há menos de um ano.

Segundo o levantamento, os serviços mais utilizados foram aqueles do dia a dia das finanças do brasileiro, em especial a conta bancária (45%) e o cartão de crédito (40%). Há, no entanto, uma parcela relevante de entrevistados (63%) que ouviram negativas ao contratar serviços por fatores como nome sujo (37%) e renda inferior ao mínimo necessário (28%).

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