As notícias de controle de uma segunda onda de coronavírus na China e uma recuperação mais rápida do que o esperado da segunda maior economia do mundo fizeram o Ibovespa fechar em alta de 2,2% nesta segunda-feira (dia 6), a 98.937 pontos.

O otimismo levou o índice a ultrapassar os 99 mil pontos ao longo do pregão e fechar o dia perto disso, no maior patamar desde 5 de março, antes da pandemia de coronavírus avançar no país.

Já o dólar, que pela manhã operou em queda, encerrou o dia em alta de 0,59%, a R$ 5,35 –operadores ouvidos pela Reuters afirmaram que parte dos investidores que compraram bolsa compraram dólar como forma de hedge (proteção) através do câmbio.

O índice brasileiro seguiu as bolsas internacionais, em especial as asiáticas, que subiram após um jornal chinês estatal afirmar que o mercado de capitais é importante para a recuperação pós-pandemia.

Isso foi visto pelo mercado como um recado do governo da China de que dará todos os estímulos necessários ao crescimento do país. Além disso, analistas avaliam que o país está saindo com rapidez da pandemia, apontando para uma recuperação em V.

Outro motivo que puxou as bolsas globais, e consequentemente a brasileira, foram dados positivos sobre a atividade manufatureira nos EUA, que reforçaram a expectativa de recuperação rápida.

Guedes

Na cena doméstica, a equipe da XP Investimentos destacou comentários do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o governo fará quatro grandes privatizações em até 90 dias e que a reforma tributária deverá ser aprovada ainda em 2020.

Também no radar estavam comentários do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de que a prioridade número um do segundo semestre é a reforma tributária.

(Com a Reuters)

 

Leia também:

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu WhatsApp? É só entrar no grupo pelo link: https://6minutos.uol.com.br/whatsapp.