É comum que as pessoas deem pouca atenção a notificações que chegam pelo celular ou na caixa postal do computador. Mas essa desatenção pode ser um problemão quando as mensagens são informes sobre alterações de tarifas, de data de cobrança ou na forma de pagamento de contas.

6 Minutos mapeou assuntos discutidos em grupos de educação financeira e elaborou algumas sugestões para você otimizar a forma como gasta seu dinheiro. É importante acompanhar as alterações de valores e até repensar pequenos hábitos a fim de saber se é hora de cancelar a assinatura do serviço de streaming ou da TV paga, mudar o pacote, negociar a tarifa ou dar uma segurada na compra por impulso. Veja as dicas por área.

1. Contas de celular, internet e TV

Os preços dos pacotes de celular, dados móveis, banda larga e TV a cabo mudam e nem sempre a gente percebe – quem nunca pagou por algo sem perceber que atire a primeira pedra. Mas vamos tentar fazer diferente?

A cada dois ou três meses, use 20 ou 30 minutos para entrar no site de sua operadora ou ligar para a central de relacionamento a fim de saber exatamente pelo o que você está pagando. São produtos que você usa ou ficam aquém do que você consome? Ou estão desatualizados? Cheque se há um novo pacote ou promoção que se encaixa melhor no seu padrão de uso. Pode ser que você tenha que esperar alguns meses para trocar para um pacote mais em conta, pois algumas empresas costumam aplicar cláusulas de fidelidade por 12 meses.

Algumas empresas possuem promoções temporárias. Experimente ligar para as centrais de atendimento e tentar negociar um desconto. E veja se não é o caso de mudar o plano.

2. Spotify, Netflix, Amazon Prime, jornais, games

Em média, cada serviço custa menos de R$ 30 e dá direito a muito conteúdo. A questão, entretanto, é até que ponto fazemos uso de tudo o que pagamos. Experimente colocar em um papel as séries e os filmes a que você de fato assiste, os jornais e os sites que você realmente lê e o games que joga com frequência. Eles estão espalhados em várias assinaturas ou dá para encontrar uma que ofereça vários serviços ao mesmo tempo? Essa reflexão vai te ajudar a descobrir se o gasto está alinhado ao seu padrão de consumo ou se está jogando dinheiro no lixo.

3. Você vai à academia ou ao clube?

Ter um lugar para relaxar, ver amigos, movimentar o corpo e cuidar da saúde física é muito bom. Melhor ainda é você sentir que o gasto está valendo a pena. Não existe um indicador para precisar se o uso vale o preço. É uma percepção individual, e para não jogar dinheiro fora você precisa ser honesto consigo mesmo. Você frequenta o clube e a academia com o mesmo afinco com que trabalha para ganhar o salário? Ou a disposição é mediana e dá para achar uma academia mais barata? Faça a reflexão e avalie se esses gastos valem a pena.

4. As compras de supermercado 

Faça uma visita aos armários em que guarda comida e produtos de limpeza. Tem algum produto vencido ou do qual você não se lembra por que comprou? Esse é um tipo de desperdício de dinheiro, já que você gastou por algo que não usou. Evite comprar coisas só porque “já está no supermercado” ou em promoção. Compre uma quantidade alinhada ao seu perfil de consumo. Aqui vale a clássica “é preciso se conhecer” e saber quanto, de fato, consome.

5.  Compra por impulso

Seja honesto consigo mesmo: quantas coisas já comprou sem motivo, só porque na hora “deu na telha”, a promoção estava muito boa e parecia o momento perfeito? Ao gastar recursos nas compras por impulso, você está rasgando dinheiro. O 6 Minutos separou dicas para te ajudar a prevenir esse tipo de gasto.

6. Anuidade do cartão de crédito?

Você pode ter se acostumado com a anuidade do cartão de crédito, a ponto de não saber exatamente quanto paga por ela. Mas sua realidade pode ser diferente. Em um passado remoto, até fazia sentido pagar anuidade do cartão de crédito. Mas os tempos mudaram e hoje não faltam bons produtos isentos de anuidade: C6 Bank, Nubank, Banco Inter, Digio, Next e Neon são alguns exemplos de bancos que oferecem essa alternativa. Ainda não quer sair do seu banco? Dê um jeito de negociar a anuidade com a central de atendimento ou com o seu gerente – eles sabem que o mercado está competitivo e você não será o primeiro nem o último a barganhar a taxa.

 7. Tarifas bancárias

Os bancos tradicionais sempre cobraram cestas de serviços e às vezes por transações de TED e DOC. Mas a popularização dos bancos digitais e suas contas isentas de tarifas deixou o mercado acirrado. Mesmo alguns bancos tradicionais, como Itaú e Banco do Brasil, oferecem conta digital isenta da tarifa de manutenção, embora com limite na quantidade de transações. Que tal checar com o seu banco as isenções disponíveis?

8. Seu investimento está valendo a pena?

Suponha que você tenha aplicações em fundos de renda fixa oferecidos pelos bancos ou diretamente em uma corretora. É importante lembrar que fundos cobram taxa de administração, às vezes uma taxa de performance, e os valores são descontados sobre o rendimento financeiro das aplicações. Como investidor, você precisa estar atento se o retorno é maior que a soma das taxas e dos impostos cobrados. Caso não seja, peça ajuda de alguém que entenda do assunto para encontrar um investimento em que o retorno seja maior que as despesas.

Seguir as dicas acima dá trabalho. Mas saber precisamente para onde está indo seu dinheiro é um divisor de águas no caminho de quem quer ter mais controle sobre as contas e, no fim do dia, ter mais recursos para investir no que realmente vale a pena. Nem que seja para gastar com o que você considera mais importante.

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