O número de investidores brasileiros com posições em criptomoedas dobrou entre 2020 e 2021, de acordo com pesquisa realizada pela Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EESP/FGV). Feito em parceria com o University Blockchain Resarch Initiative (UBRI) e a gestora Hashdex, o estudo ouviu 576 pessoas da base de clientes de escritórios de agentes autônomos entre fevereiro e março deste ano.

Os resultados revelam que 12% dos participantes iniciaram aportes de 2016 para trás e 38% adquiriram suas primeiras posições nesta classe de ativos entre 2017 e 2019. A metade restante entrou neste ano e no anterior. O objetivo do levantamento, segundo os autores, é mapear o perfil dos investidores, entender suas diferenças sistemáticas e testar hipóteses de finanças comportamentais.

Os investidores com participações em criptomoedas avaliaram o desempenho de suas carteiras com nota de 6,87, enquanto aqueles que apostam somente em outras classes de ativos deram 6,21 para a performance de seus investimentos.

Entre os homens, 88% têm criptoativos, enquanto apenas 11,7% das mulheres optam por este investimento. Cabe ressaltar que as mulheres constituem 22,6% do grupo amostral consultado pelo levantamento. Há ainda uma clara divisão geracional. Segundo a pesquisa, 34% dos investidores de criptomoedas têm de 30 a 39 anos.

Apesar do receio de alguns em relação a esta nova modalidade de investimento, existe um interesse crescente. Quase 60% dos entrevistados, tanto os que já aportaram em criptomoedas quanto aqueles que ainda não o fizeram, buscam aprender sobre o assunto de forma autônoma, por meio de vídeos e tutoriais de internet.

No grupo dos adeptos dos criptoativos, 26% têm formação em finanças, contra apenas 18% do restante.

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