A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (dia 20) os detalhes da sua nova linha de crédito imobiliário com taxa de juros fixa, que passará a vigorar a partir de sexta-feira.

Qual o objetivo do banco com a nova modalidade? O presidente do banco estatal, Pedro Guimarães, disse que a nova linha dará maior reversibilidade aos tomadores de empréstimo.

“Vamos permitir que pessoas tomem empréstimo por 20, 30 anos sabendo desde o primeiro dia quanto vão pagar”, afirmou Guimarães em evento no Palácio do Planalto para o lançamento do produto.

Quais as condições dessa linha? Disponível para clientes da Caixa, ela oferece taxas de juros a partir de 8% ao ano e as condições são válidas para imóveis residenciais novos e usados.

Será possível financiar até o equivalente a 80% do valor do imóvel. O cliente poderá escolher entre sistemas de amortização SAC (em que as parcelas são decrescentes), para contratos de até 360 meses, e Price (em que as parcelas ficam praticamente constantes na maior parte do contrato), até 240 meses.

Qual o contexto do lançamento? Em meio à redução da taxa básica de juros para os menores patamares da história (o que reduz os custos de captação das instituições financeiras), a Caixa adotou a estratégia de buscar ampliar a sua participação no segmento de crédito habitacional. Em agosto do ano passado, lançou uma linha que é indexada à variação da inflação (medida pelo IPCA), uma novidade no mercado.

Reduziu ainda o juro mínimo na linha tradicional, corrigida pela TR (Taxa Referencial), para 6,5% ao ano.

A ofensiva está surtindo efeito: o saldo da carteira de crédito habitacional cresceu 4,6% em 12 meses e chegou a R$ 465,1 bilhões em dezembro de 2019, dos quais R$ 288,7 bilhões foram concedidos com recursos FGTS e R$ 176,4 bilhões da própria Caixa. O banco detém a liderança desse mercado com 69,2% de participação.

As novas concessões subiram 35,4% no quarto trimestre na comparação com o mesmo período de 2018.

(Com a Reuters)

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