A pandemia acelerou a criação e desenvolvimento de novos meios de pagamento, segundo os especialistas que participaram de um evento da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) nesta quinta-feira (24).

“O Pix, assim como todos os meios de pagamento, nos ajuda a combater o dinheiro, que é o grande mal da sociedade. Ele não tem nenhuma vantagem a não ser esconder coisas que não devem ser escondidas”, afirma João Pedro Paro Neto, presidente da Mastercard Brasil e Cone Sul).

Neto diz que o setor privado está trabalhando para criar todas as soluções possíveis dentro do mercado e que, no final do dia, o consumidor possa escolher qual é mais cômoda.

Para Renato Meirelles (Presidente do Instituto de Pesquisa Locomotiva), o caminho para acabar com o dinheiro físico ainda é longo.

“Temos 71 milhões de brasileiros que ainda preferem pagar as contas dinheiro e a razão é simples. Diferente do que os técnicos imaginavam, estas pessoas consideram mais seguro o pagamento em dinheiro. Nós também temos uma dificuldade de acesso à internet, então a implementação de transações offline (novidade do Pix para esse ano) vai ser fundamental para a inclusão”, afirma Meirelles.

Para ele, a pandemia fez com que o processo de bancarização avançasse uma década em um ano.  “Ficou claro que o concorrente de um banco não é o outro banco, mas é o dinheiro e, para ganhar dele, precisamos avançar ainda mais na digitalização dos brasileiros e na oferta de produtos e serviços de pagamentos”, afirma Meirelles.

Para Janaína Pimenta Attie, chefe de subunidade no Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC (Banco Central), a união do Pix com o Open Banking vai trazer mais inclusão financeira para os brasileiros.

“A conexão entre o Pix, o open banking e o processo de inclusão é que, na área de pagamentos, temos visto claramente que quando a gente agrega competição, redução de custos e novos players, trazemos também um ambiente mais favorável à inclusão financeira”, afirma Attie.

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