A queda no mercado brasileiro de veículos em razão da crise provocada pela pandemia do coronavírus atingiu de forma diferente os segmentos de mercado. Enquanto as vendas de modelos de massa, ou de alto volume, registram queda acima de 30%, as de modelos premium, ou de luxo, apresentam recuo abaixo de 20%, informa Johannes Roscheck, presidente da Audi do Brasil.

Os modelos premium representam cerca de 2% das vendas totais do mercado e, no ano passado, somaram 50 mil unidades.

A empresa anunciou ontem um projeto piloto de carro por assinatura, inédito no segmento de veículos premium e visto como uma das soluções para o futuro da mobilidade.

Chamado Audi Luxury Signature, ele permite que o cliente, ao invés de comprar um modelo da marca, faça assinatura de um serviço pelo qual terá direito a rodar até 2 mil km por mês. A mensalidade varia de R$ 9,6 mil a R$ 13,3 mil, dependendo do carro escolhido, e inclui seguro, IPVA, licenciamento, assistência 24 horas, manutenção preventiva e tem a blindagem como opção.

Para esse programa piloto que será feito apenas em São Paulo, a Audi vai disponibilizar 20 modelos A6, A7 Sportback, Q8 e Audi e-tron, primeiro carro 100% elétrico da marca e grande aposta para o mercado brasileiro. Todos custam acima de R$ 400 mil. O plano tem duração de dois anos e, após o prazo, o consumidor pode comprar o veículo ou substituir a assinatura por outro modelo.

“Já temos 35 interessados”, informa Roscheck, a maioria de grandes empresas. Segundo ele, nesta fase de teste a empresa não pretende ampliar o número de modelos disponíveis para o programa. “Precisamos acompanhar os clientes e entender suas necessidades e, se der certo, ampliar no futuro.”

Ele ressaltou que a indústria da mobilidade passa por uma revolução intensa e o avanço da tecnologia permite explorar novos modelos de negócios. “Mais do que ser a primeira montadora a oferecer esta modalidade, nosso objetivo é deixar que o cliente decida se quer adquirir ou usufruir os modelos Audi, de acordo com sua realidade”.

A Audi projeta para este ano vendas similares às de 2019. De janeiro a agosto a marca vendeu 3.917 veículos, 5,4% a mais que no ano passado, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Roscheck disse que este ano tem sido muito importante para a marca, com vários lançamentos, em especial o do elétrico e-tron. Desde abril, foram vendidos 111 unidades do SUV que custa R$ 512 mil e tem autonomia de quase 450 quilômetros com carga total na bateria.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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