Você já deve ter ouvido por aí que imóveis não são bons investimentos. Isso porque, segundo o mantra de uma parte dos economistas, o dinheiro fica imobilizado, há risco de vacância, valor de investimento é alto, a manutenção é cara, entre outros motivos.

Mas a verdade é que o brasileiro está ignorando esse conselho. Quase metade (46%) das pessoas que comprou imóveis no 4º trimestre de 2020 disse que a aquisição foi com finalidade de investimento – nos três meses anteriores esse percentual era de 39%.

Entre os compradores, 28% têm a expectativa de revenda futura após valorização, segundo a pesquisa Raio-X FipeZap.

E a preferência é por usados: 66% dos compradores escolheram esse tipo de imóvel. O número ficou acima da média histórica da pesquisa, que era de 58%.

O brasileiro quer comprar imóveis

A intenção de compra nos próximos 3 meses se manteve estável entre o 3º trimestre (48%) e o 4º trimestre de 2020 (47%) – o resultado está próximo ao patamar recorde na série histórica da pesquisa, iniciada em 2014.

Entre os que declararam intenção de adquirir imóveis no futuro próximo, 51% se mostraram indiferente entre novos ou usados. E a maioria (86%) dos compradores potenciais destacou a intenção de utilizar o imóvel para moradia própria.

Descontos na hora da compra

O percentual de desconto sobre o valor anunciado apresentou queda nos últimos meses de 2020, encerrando dezembro com uma incidência média de 67% sobre as transações realizadas nos últimos 12 meses – resultado acima da média histórica de 64%.

Considerando apenas as transações que envolveram alguma redução no valor anunciado, o percentual médio de desconto negociado também apresentou recuo, passando de 14% em janeiro para 11% em dezembro.

Preços dos imóveis

A percepção das pessoas em relação aos preços atuais é que os valores estão mais salgados. A opção de preços “altos ou muito altos” cresceu ao longo de 2020, passando de 50% no 4º trimestre de 2019 para 57% no 4º trimestre de 2020.

Em paralelo, o percentual que classificavam os preços como “razoáveis” oscilou de 34% para 32%, comportamento similar ao da parcela que declarou que os preços estavam “baixos ou muito baixos” (de 12% para 9%).

Expectativa de preço

Entre os respondentes da pesquisa, 29% projetavam aumento, 32% acreditam na manutenção e 16% apostam na queda dos preços nos próximos 12 meses – 23% não soube opinar sobre o tema.

Como resultado, a expectativa média é de alta nominal de 0,5%, variação ligeiramente inferior àquela projetada pelos respondentes em 4º trimestre de 2019 (+0,9%).

Como a pesquisa foi feita? Foram 3.813 pessoas respondentes. Com dados coletadas entre 15 de janeiro e 1 de fevereiro de 2021.

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