Dados de uma pesquisa da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) mostram que 91% dos brasileiros acreditam que as fraudes e golpes digitais aumentaram durante a pandemia de coronavírus. A maior parte dos 3 mil entrevistados das cinco regiões do país já sofreu com o problema ou conhece alguém que tenha sido vítima desses golpes.

De acordo com avaliação da entidade, a digitalização impulsionada pelo avanço da Covid-19 tem a ver com esse aumento, já que as pessoas vêm usando mais meios eletrônicos para transações financeiras, trabalho e compras. Um terço dos entrevistados enxergam menos segurança nos seus dados pessoais –a pesquisa foi feita entre os dias 18 e 25 de junho.

“Segurança digital é um tema que a sociedade precisa encarar de frente e já está fazendo, pois diariamente esses crimes afetam pessoas e empresas, ganham espaço no noticiário econômico, político e policial envolvendo não só o cidadão, mas também grandes corporações e instituições públicas e privadas”, afirmou o presidente da Febraban, Isaac Sidney. “Um bom indicador da pesquisa é que o brasileiro está atento, sobretudo quanto ao uso que as empresas privadas fazem dos seus dados pessoais”.

Veja abaixo as principais descobertas da pesquisa:

Phishing e o golpe da falsa central telefônica 

Segundo dados da pesquisa, no primeiro bimestre deste ano os ataques de phishing, a chamada pescaria digital (quando o usuário é estimulado a clicar em um link que rouba seus dados pessoais), cresceu 100% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os golpes da falsa central telefônica e falso funcionário de banco tiveram um crescimento ainda maior, de 340%.

Incidência de golpes na pandemia 

De acordo com a pesquisa, 91% dos entrevistados avalia que os crimes aumentaram muito (46%) ou aumentaram (45%) desde que a pandemia começou no Brasil. Somente 5% acham que diminuíram.

Ao longo dos últimos 12 meses, 43% dos entrevistados receberam mensagens ou ligações com solicitação fraudulenta de dados pessoais ou bancários. Além disso, 29% relataram cobranças fraudulentas ou compras indevidas em seu cartão de débito ou crédito, 18% mencionaram invasão do email ou das redes sociais, com alguém assumindo o controle sem permissão e 18% declararam ter sido vítimas de clonagem ou WhatsApp.

O brasileiro se sente menos seguro  

A maior parte dos ouvidos na pesquisa, 86%, diz que tem medo de ser vítima de fraudes ou violações dos seus dados pessoais. Embora 42% percebam uma evolução positiva na segurança de seus dados pessoais ao longo dos últimos cinco anos, um terço (33%) das pessoas acreditam estar menos seguras.

Compras online são situações de maior risco 

A situação apontada como a de maior vulnerabilidade a golpes é o momento das compras online, citada por 35% dos ouvidos, seguida de sites em geral (33%), pesquisas online sobre termos e uso de sites de busca (23%) e serviços bancários online ou telefônicos (21%).

Cuidados para evitar fraudes

Muitos dos ouvidos pela pesquisa adotam hábitos para proteger seus dados. Veja abaixo:

  • 57% sempre ou frequentemente costumam escolher senhas fortes; 26% escolhem às vezes e 13% raramente ou nunca
  • 37% sempre ou frequentemente utilizam a biometria; enquanto 30% usam às vezes e 29% raramente ou nunca usam
  • 36% sempre ou frequentemente fornecem seus dados quando realizam compras em sites ou lojas físicas; 42% fornecem às vezes e 20%, nunca ou raramente o fazem
  • 33% sempre ou frequentemente aceitam a política de cookies; 36%, às vezes e 27%, raramente ou nunca
  • 29% sempre ou frequentemente mudam suas senhas; 43% mudam às vezes e 25% raramente ou nunca
  • 26% geram cartão online para uso por tempo determinado; 24% recorrem a esse serviço às vezes e 44%, raramente ou nunca

 

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