O maior fundo de índice do mundo está perdendo dinheiro em ritmo mais rápido do que qualquer um de seus pares, à medida que investidores buscam taxas mais baixas em meio à onda de cortes de custos.

Traders sacaram US$ 33 bilhões do SPDR S&P 500 ETF Trust (SPY) no acumulado do ano, o maior volume do setor, segundo dados compilados pela Bloomberg. Embora o êxodo tenha se concentrado em fevereiro e março, quando a pandemia de coronavírus abalou os mercados globais, esse movimento colocou o fundo de US$ 294 bilhões, que segue o índice de referência dos EUA, em desacordo com o ETF mais amplo de ações, que atraiu US$ 119 bilhões em 2020.

Como emissores correm para cortar custos, a relação de despesas relativamente elevada do SPY pode ser uma das razões que limitam sua recuperação. O ETF tem uma taxa de administração de 0,095%, que é quase o triplo do custo de investimento em três de seus maiores concorrentes. Isso significa que investidores de volta ao mercado podem estar buscando opções mais baratas, de acordo com analistas.

“À medida que o mercado se recuperava, os investidores colocavam esse dinheiro de volta para trabalhar em produtos de baixo custo”, disse Nate Geraci, presidente da firma de consultoria de investimentos ETF Store em Overland Park, Kansas. “Minha expectativa é que o SPY continue ‘sangrando’ ativos, independentemente do ambiente de mercado, à medida que investidores continuem migrando para concorrentes com taxas mais baixas.”

Enquanto o SPY lidera os fluxos de saída, o ETF Vanguard S&P 500 (VOO), de US$ 162,8 bilhões – com taxa de administração de 0,03% – atraiu US$ 23,3 bilhões em 2020, o maior valor entre seus pares. Enquanto isso, o SPDR Portfolio S&P 500 ETF (SPLG), que tem as mesmas posições que o SPY mas cobra 0,03%, levantou US$ 2,9 bilhões em dinheiro novo.

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