Impulsionados pelo varejo de alta renda e pelos clientes do segmento private banking, os investimentos brasileiros bateram a marca de R$ 3 trilhões no primeiro semestre do ano, um crescimento de 5% na comparação com dezembro de 2018.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (8) pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Qual é a leitura que a Anbima faz dos dados? “Tanto no varejo como no private banking, a tendência é a de migração para papeis que podem trazer maior retorno. Os clientes passam a ter mais apetite a risco”, afirmou José Rocha, presidente do Comitê de Varejo da Anbima, durante entrevista a jornalistas.

Para ele, o crescimento é reflexo do fato de o investidor estar se sofisticando por conta do maior acesso a informações. “Com as mídias sociais, a mobilidade, temos sempre informação online na palma da mão. O cliente fica mais seguro para assumir um pouco mais de risco.”

Como se comportou o varejo de alta renda? O chamado varejo alta renda, que compreende os clientes considerados “prime” pelos bancos (em geral com renda acima de R$ 10 mil), avançou 11% na mesma comparação.

Entre esses consumidores, os fundos de renda fixa seguiram sendo o maior volume das aplicações (36,1%) em junho, seguido pela poupança (12,1%) e pelos CDBs (11,6% do total).

Investimentos cresceram 5% no primeiro semestre, segundo a Anbima
Crédito: Shutterstock

E o private banking? O private banking (que compreende clientes com capacidade financeira de no mínimo R$ 3 milhões) teve um crescimento de 8,8% no período.

Entre esses clientes, que respondem por R$ 1,17 trilhão do estoque total de investimentos, 31% do volume estava alocado em fundos multimercado em junho, seguido por ações (14,7% do total) e LCIs ou LCAs (11,5%).

E como se comportou o pequeno poupador? O pequeno poupador, que é classificado como o varejo tradicional, teve queda no volume de investimentos, com retração de 4,8% na mesma comparação.

No varejo tradicional, segundo a Anbima, a caderneta de poupança ainda é a aplicação que concentra a maior parte do volume investido; essa fatia cresceu entre junho ano passado e junho deste ano: de 63,3%, passou para 67,1%.

Em seguida, vem a renda fixa, com 13,5% do total aplicado, seguido de CDBs (9,4%).

 

 

 

 

 

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