A disputa para oferecer as melhores condições de financiamento habitacional continua aquecida entre os cinco maiores bancos do país. A Caixa, banco que detém cerca de 70% do volume de empréstimos nesse segmento no país, anunciou nesta quarta-feira (dia 30) à tarde a redução de sua menor taxa de 7,50% ao ano mais a TR (Taxa Referencial), que está zerada, para 6,75% mais a TR.

Quem terá acesso a essa nova taxa? Em geral, clientes com relacionamento aprofundado com o banco. Isso significa que pelo menos a conta salário esteja na Caixa. Mas o banco pode exigir que o correntista tenha outros serviços, como cartão de crédito. E que tenha um bom perfil de crédito, o que pode ser entendido como baixo comprometimento de renda com dívidas, emprego com carteira assinada etc.

Como ficam as demais taxas oferecidas pela Caixa? A maior taxa oferecida pela Caixa para o financiamento habitacional também vai cair: ela passa de 9,50% mais a TR para 8,50% mais a TR. A Taxa Referencial foi criada em 1991 e é usada como um fator de correção monetária de empréstimos, do FGTS e de investimentos. Atualmente, a TR está zerada.

Quando as novas taxas entram em vigor? Segundo o banco, as novas taxas passam a valer em 6 de novembro. O corte de juros valerá para créditos com saldo devedor atualizado pela TR no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).

Qual o contexto? Os maiores bancos do país, Itaú Unibanco, Caixa, Banco do Brasil, Santander e Bradesco, estão anunciando sucessivas reduções nas taxas oferecidas aos clientes pessoa física, na esteira da queda da taxa básica de juros, a Selic, para o menor patamar da história — ela está atualmente em 5% ao ano.

Essa é a segunda redução de juros anunciada pela Caixa em menos de um mês. No dia 8 de outubro, o banco já havia cortado em até 1 ponto porcentual as taxas para financiamentos imobiliários com recursos da poupança.

Conheça abaixo as menores taxas cobradas pelos grandes bancos (para financiamentos de 360 meses):

— Bradesco: 7,30% ao ano mais a TR;

— Itaú Unibanco: 7,45% ao ano mais a TR;

— Santander: 7,99% ao ano mais a TR;

— Banco do Brasil: 8,45% ao mais a TR.

(Com Estadão Conteúdo)

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