A gestora digital Vitreo Gestão de Recursos está lançando um fundo de investimento em ouro, em um novo movimento na disputa pelos recursos dos investidores de varejo no Brasil.

“Em um cenário de taxa de juros cadente e com o investidor tentado a aumentar o risco dos seus investimentos, é importante que ele faça isso de uma forma mais segura — e é aí que entra a parte de diversificação”, disse George Wachsmann, diretor de investimentos da Vitreo, em entrevista.

De acordo com Wachsmann, o fundo tem exposição cambial, 20% da carteira será composta por fundos de índice (ETFs) de ouro, e a taxa de administração será de 0,14% ao ano — com investimento mínimo de R$ 1.000.

Qual o contexto? Os preços do ouro acumulam alta de cerca de 16% desde o começo do ano, em meio à crescente busca por ativos considerados mais seguros. Esse movimento tem acontecido porque investidores estão mais atentos ao risco de uma desaceleração global motivada pela guerra comercial entre China e Estados Unidos.

De quem é a Vitreo? A gestora foi criada em 2018 e tem cerca de R$ 2,25 bilhões em ativos sob gestão. A Vitreo tem como sócios Alexandre Aoude, ex-chefe do Deutsche Bank no Brasil, Paulo Lemann, filho do bilionário Jorge Paulo Lemann (um dos controladores da cervejaria ABInBev), Patrick O’Grady, ex-sócio da XP Investimentos, Everson Ramos, Ilana Bobrow e Wachsmann.

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