Os fundos de crédito trazem boas oportunidades para o investidor que busca rentabilidade sem muita exposição ao risco, segundo os gestores que participaram na terceira live do C6 Investor Talk na sexta-feira (15). Ao incluir estes fundos na carteira, o investidor está comprando títulos de dívida de empresas privadas, normalmente de companhias que possuem baixo risco de inadimplência.

Interessados por investimentos provavelmente já se depararam com a sentença de morte da renda fixa por causa da taxa de juros a 2% ao ano. Para Antonio Coutinho Correa, da Icatu, engana-se quem tem essa percepção, já que, para ele, existe uma falsa impressão de que a renda fixa está apenas relacionada ao CDI.

“Hoje existem muitas oportunidade, o mercado está só começando”, afirma Correa. “Apesar do nível do CDI assustar, eu acho que estamos muito mais bem preparados para usufruir as oportunidades do mercado”.

“A gente pode, de várias formas, ainda dentro de um perfil conservador, tomar um pouco de risco e ter rentabilidade melhor”, afirma Ulisses Nehmi, da Sparta. Ao comprar títulos de empresas privadas, o investidor corre mais riscos em comparação com a compra de títulos do governo, mas são baixos frente a ativos de renda variável.

No caso das debêntures incentivadas, por exemplo, existe um incentivo tributário ao investidor, ou seja, isenção do pagamento do Imposto de Renda, assim como a LCI e LCA, que são emissões bancárias.

“A debênture incentiva é uma dívida que a empresa capta para tocar um projeto”, afirma Pierre Jadoul, da ARX, que complementa que os projetos relacionados ao setor de infraestrutura são considerados prioritários pelo governo federal.

Taxa de juros em 2021

A expectativa dos gestores é de que haja um aumento na curva de juros mais forte e rápido do que o projetado pelo mercado financeiro. Segundo o Banco Central, a expectativa é de que a taxa de juros chegue a 3,25% ao ano até o final de 2021.

“A gente acha que quanto mais cedo fizer o aumento de juros, menor vai ter que ser a intensidade”, afirma Nehmi. “Se ficar protelando demais, isso pode fazer com que o remédio seja mais amargo, tenha que subir juros para patamares mais altos”.

Para Jadoul, a atuação do mercado internacional também vai pressionar a inflação brasileira, principalmente por causa da pandemia. Quando a inflação sobe, o Banco Central eleva a taxa de juros para conter o indicador.

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