A tendência de alta nas vendas pode ter respingado no menor número de imóveis alugados em março em comparação com fevereiro. Nesse período, a queda chegou a 21,46%, segundo levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECI-SP).

Mesmo assim, o acumulado do ano ainda está positivo em 8,97%, demonstrando que o mercado ainda está aquecido. A faixa de preço de locação preferida dos inquilinos foi de imóveis de até R$ 1.500 – responsável por 59,35% dos novos contratos em março.

O volume de chaves devolvidas no mês superou em 51,29% o número de imóveis alugados. Em fevereiro, esse índice tinha chegado apenas a 6,44%, o que indica um aumento de 42,14% nas devoluções.

“Ao que tudo indica, a correção do aluguel pelo IGPM levou os inquilinos a não renovarem seus contratos e buscarem imóveis com valores de aluguel mais acessíveis. Os proprietários que não aceitaram negociar, acabaram com suas casas e apartamentos vazios”, ressaltou José Augusto Viana Neto, presidente do CRECI-SP.

A inadimplência também cresceu em março na capital paulista, fechando o mês em 20,71%.

Fiador fora de moda

O fiador, anteriormente preferência nas locações, está fora de moda. Em março, essa modalidade de garantia ficou com 22,74% dos contratos. A maioria dos locatários (45%) preferiram fazer um depósitos em poupança de três meses de aluguel. O seguro fiança ficou na lanterna, com 20,48% dos contratos.

Por que isso aconteceu? Segundo o presidente do CRECI-SP, poucas pessoas querem se dispor a avalizar um aluguel e, por outro lado, os inquilinos também não se sentem muito à vontade para pedir a um amigo ou familiar para que assuma esse papel.

“Na Capital e em cidades maiores, a figura do fiador está se tornando mais rara. Por conta disso, o depósito acabou se tornando uma opção mais viável”, avalia.

 

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