Um fundo de índice com foco em critérios ambientais, sociais e de governança, ou ESG, se tornou o mais popular entre mercados emergentes neste ano em meio à demanda por investimentos mais éticos.

O ETF iShares ESG Aware MSCI EM, conhecido como ESGE e com US$ 6 bilhões em ativos, recebeu entradas de quase US$ 4,2 bilhões em 2020, o maior volume entre todos os ETFs listados nos EUA que rastreiam ativos de países em desenvolvimento, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. O valor se compara a uma saída combinada de US$ 9 bilhões dos três maiores ETFs de mercados emergentes, que juntos administram mais de US$ 160 bilhões.

Investidores dobraram as apostas em investimentos ESG em 2020, quando a pandemia destacou a importância dos critérios sociais, como condições dos trabalhadores e assistência médica. ETFs globais que se concentram em práticas de investimento sustentáveis e éticas receberam US$ 29 bilhões neste ano e estão a caminho de uma entrada anual recorde.

“As pessoas querem sentir se sentir bem sobre o que estão apoiando e investindo”, disse Bill Callahan, estrategista de investimentos da Schroders, em Nova York.

Fundos abertos e de índices de países em desenvolvimento que se concentram em ESG receberam US$ 16,2 bilhões nos primeiros nove meses do ano e ficaram apenas US$ 1,3 bilhão abaixo das entradas totais de 2019.

Embora a aversão ao risco nos mercados tenha pesado sobre o ETF ESGE na segunda-feira, as ações eram negociadas a US$ 40,58, perto da máxima histórica atingida na semana passada.

Claro, sempre há risco. Pode ser difícil rastrear o avanço exato de metas ambiciosas que empresas definem com prazos longos, especialmente em economias emergentes. Ainda assim, ações e títulos de países em desenvolvimento com foco em ESG superaram retornos de pares tradicionais em meio à pandemia.

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