Apenas nos primeiros oito meses do ano, as empresas brasileiras já conseguiram captar R$ 10,3 bilhões com abertura de capital (IPOs) na Bolsa, segundo dados do balanço de agosto da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

O valor fica um pouco acima do registrado em 2019 inteiro (R$ 10,2 bilhões).

As emissões de debêntures (títulos de dívida privada de empresas oferecidos a investidores), que sofreram durante a crise, se recuperaram em agosto, mostra o balanço da entidade: somaram R$ 10,2 bilhões no mês passado, um crescimento de 72,9% na comparação com o mês anterior.

“O ambiente de baixa taxa de juros e menor volatilidade em relação ao início do ano vem estimulando emissões de renda variável e de instrumentos relacionados à securitização e produtos estruturados, dando um novo perfil ao segmento neste segundo semestre”, afirmou a associação na divulgação dos dados.

Ambiente propício para IPOs

A lista de empresas que miram a abertura de capital em setembro e outubro já inclui mais de 40.

Apesar da paralisação inicial de IPOs (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) quando a crise do coronavírus começou, as condições do mercado mudaram muito rapidamente.

Por causa da pandemia e da forte injeção de recursos nos mercados por parte dos bancos centrais de todo o mundo, há uma liquidez global sem precedentes na história. Além disso, os juros no Brasil nunca estiveram tão baixos. A taxa básica caiu para 2% ao ano, e pode cair ainda mais.

Com investidores atrás de rentabilidade, as empresas com planos de expansão e potencial de consolidação pisaram no acelerador.

“Em agosto ocorreram três IPOs, totalizando 9 operações no ano, quase o dobro do ano anterior (5 operações)”, observou a Anbima.

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