A partir do mês que vem, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) virá 0,35 ponto percentual maior por causa do reajuste na bandeira vermelha nível 2, de acordo com cálculo de André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Nesta terça (dia 29), a diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) definiu que o custo da bandeira tarifária vermelha patamar 2 passará a ser de R$ 9,49 por cada 100 kwh consumidos a partir do mês que vem, uma alta de 52%.

Dados do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) mostram que, no caso do Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por mais da metade da energia gerada no país,  os reservatórios estão com o menor armazenamento em pelo menos seis anos.

O período entre maio e outubro é marcado por chuvas menos intensas nas duas regiões, o que deve prolongar esse custo extra na tarifa de energia até pelo menos novembro.

“É um aumento muito importante porque se trata de um item de peso no orçamento familiar”, aponta Braz. “Mas é um impacto temporário, para apagar o incêndio da crise hídrica, então não terá um efeito permanente na inflação”.

De acordo com ele, o risco é que o período de seca dure mais tempo, e acabe de fato influenciando o IPCA do ano, que serve para cálculo da meta de inflação, por exemplo. “Mas esse é um cenário que só valerá se a crise hídrica não se resolver até a entrada do verão”.

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