Por causa das restrições e pela crise econômica trazidas pelo coronavírus, o Banco Central decidiu nesta terça-feira (28) que os contemplados em consórcios terão o direito de optar por receber o bem ou serviço em dinheiro vivo ou crédito em conta até 31 de dezembro deste ano.

A autoridade monetária afirmou que tomou a decisão, válida apenas para os consorciados que estejam em dia com seus pagamentos, tanto pelas possíveis dificuldades impostas pelo isolamento social como pela necessidade urgente de recursos financeiros.

“O pagamento está condicionado à quitação de todas as obrigações com o grupo e com a administradora”, afirmou o BC, que ressaltou que a medida ajuda na injeção de liquidez na economia como forma de combater a pandemia.

Outro ponto estimulado pelo BC é que os consórcios só poderão tomar de volta os bens de participantes sorteados que estejam inadimplentes a partir de 30 de setembro. Segundo circular divulgada pelo BC, a decisão foi tomada pelas restrições ao funcionamento de serviços judiciais e de cartórios impostas pela quarentena.

Outra medida aprovada foi a extensão do prazo para a constituição do grupo de consórcio de 90 para 180 dias.

Cheques devolvidos

Em outra circular publicada hoje, o BC decidiu alterar a regra para cheques devolvidos. Até 30 de setembro deste ano, eles ficarão disponíveis ao cliente na agência onde foram depositados, e não mais na agência de relacionamento.

“Dessa forma, o  cheque devolvido deverá estar à disposição do cliente depositante em até um dia útil, a partir do fim do prazo de bloqueio, na dependência da instituição financeira em que o cheque foi acolhido em depósito”, disse o BC.

 

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