Se 2019 ainda não foi o ano em que as criptomoedas se firmaram de vez, o mesmo não se pode dizer dos ataques criminosos contra elas.

O roubo de critptomoedas como o Bitcoin e o Ethereum disparou em 2019, segundo dados da empresa de análise forense de blockchain CipherTrace obtidos pela Reuters.

Vamos aos números: As perdas geradas por crimes envolvendo moedas digitais somaram USS 4,4 bilhões nos primeiros nove meses do ano: é um acréscimo de mais de 150% em relação ao US$ 1,7 bilhão de todo o ano de 2018.

O que diz a empresa de análise: “O crescimento mostra como os criminosos estão se adaptando para conseguirem ganhos cada vez maiores” disse Dave Jevans, presidente-executivo da CipherTrace, à Reuters.

Quais os principais alvos dos criminosos? Dois grandes roubos foram os principais responsáveis pelo crescimento das perdas neste ano, afirmou a CipherTrace.

Um dos ataques resultou em um roubo de US$ 2,9 bilhões por meio de um suposto esquema de pirâmide envolvendo a carteira digital e corretora PlusToken.

O segundo ataque mais significativo do ano envolveu um roubo de US$ 195 milhões de clientes da corretora canadense de criptomoedas QuadrigaCX.

As criptomoedas são alvo então apenas de grandes ataques? Não é bem assim. “Mesmo sem considerar essas duas fraudes, ainda estamos vendo muitos crimes envolvendo muitos milhões de dólares”, disse Jevansd. “Há um aumento consistente na atividade criminosa ano a ano”.

Ele afirmou que crimes avaliados em menos de 5 milhões de dólares frequentemente não são reportados.

E o que está sendo feito de prevenção? A CipherTrace afirmou que 65% das 120 corretoras de criptomoedas do mundo têm um fraco conjunto de exigências para conhecimento dos clientes.

(Com a Reuters)

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).