Para os 33 milhões de assalariados formais no Brasil, a primeira parcela do 13º salário cai na conta nesta sexta-feira (29). Para quem está endividado, a dica é usar o dinheiro para quitar dívidas e começar 2020 mais tranquilo. Se a situação financeira permitir investimentos, a sugestão é aplicar o dinheiro para que ele valha um pouco mais até o início do ano que vem, época de gastos como IPTU, IPVA, matrícula e material escolar.

Leonardo Uram, gestor da Guide Invedtimentos, recomenda fundos de renda fixa, especialmente os que alocam recursos em títulos do Tesouro Nacional indexados à taxa Selic (LFT). Como a ideia é que o dinheiro valha um pouco mais e ajude a pagar as contas do ano que vem, o aporte deve ser feito em um produto sem oscilação e disponível para resgate imediato, o que o mercado chama de liquidez diária, ou D+0.

Com os juros em 5% a rentabilidade não fica menor? Sim. Mas a rentabilidade de produtos mais arriscados, como ações ou fundos multimercado, oscila mais. Às vezes, fica até negativa no curto prazo. Lembre-se de que o objetivo do investimento é ter um pouco mais de dinheiro entre fevereiro e março, e é por essa razão que Uram recomenda a escolha de uma aplicação com valorização constante, ainda que pequena.

Por que investir em fundos, e não diretamente no Tesouro? Segundo Uram, pode haver uma diferença negativa entre o valor recebido no resgate e o desembolsado no investimento. Funciona assim: o investidor compra um título com vencimento em 2024,  por exemplo. Se ele decide resgatar o valor antes disso, precisa vender os ativos, que são recomprados por seu emissor, o governo. A liquidez é de um dia útil e o spread, a diferença entre o valor de compra e venda, não costuma ser grande. Como o investimento é de curto prazo e o retorno será pequeno, é melhor evitar qualquer possível perda.

E como escolher o fundo? Procure produtos de renda fixa que tenham título do Tesouro Nacional na carteira. Essas informações estão disponíveis na internet e podem ser acessadas se o investidor tiver o CNPJ do fundo. Uram sugere cautela com os fundos de renda fixa que tenham crédito privado no portfólio. Esse tipo de ativo rende um pouco mais que o CDI (hoje em 6,15%), mas ao longo dos últimos meses está passando por um reajuste de preços e a rentabilidade está menor.

A que outros detalhes se atentar? A taxa de administração do fundo não deve ser maior que 0,30%.

E que tal aplicar no CDB? Essa é a sugestão de Marcia Guerra, gerente de investimentos do Sicredi. Ela ressalta a importância da liquidez diária – alguns CDBs têm vencimento que ultrapassa 12 meses. É importante se atentar também à rentabilidade. Quanto mais próximo ou maior que 100% do CDI, melhor.

Em tempo: CDB é um título de renda fixa emitido pelos bancos e que funciona como um empréstimo de dinheiro que você faz para a instituição financeira, que te remunera com juros.

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