Em meio à crise do coronavírus, parte dos investidores que deram um passo à frente e colocaram dinheiro em fundos de investimento multimercado para fugir da baixa rentabilidade da renda fixa estão recuando da decisão.

Dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) mostram que essa categoria de fundos, que investem parte dos seus recursos em renda fixa, parte em ações, registrou saída de R$ 5,5 bilhões em março.

Desde novembro do ano passado a captação desses fundos não ficava negativa.

Como estão se comportando os fundos de ações? A captação desses fundos se reduziu em relação a meses anteriores, mas continua positiva. Em março, os aportes superaram os resgates em R$ 7,6 bilhões, o menor valor desde julho do ano passado, mas ainda no azul.

“Tem gente que vê a situação atual como uma crise, tem gente que vê oportunidade. Alguns investidores estão apostando em um mercado em recuperação lá na frente”, avalia Vinicius Soares, diretor de produto da gestora de investimentos digitais Monetus.

E os fundos de renda fixa? Como estão se comportando? Depende do tipo de fundo de renda fixa. Essa categoria mostra uma variação muito grande quando se olha os diferentes segmentos.

No caso dos fundos de renda fixa soberanos, que aplicam 100% dos recursos em títulos públicos, ou seja, que possuem risco baixíssimo, houve uma forte entrada de recursos (R$ 32,7 bilhões).

No caso dos fundos de renda fixa grau de investimento, que aplicam recursos em títulos públicos mas também em crédito privado avalizado por agências de risco, houve uma forte saída, de R$ 41,3 bilhões. “Os fundos que investem em crédito privado tombaram com força em março por causa da crise”, explica Soares.

 

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