O processo de elevação da taxa básica de juros, a Selic, e o ambiente de incerteza doméstica fizeram a captação dos fundos de investimento de renda fixa somar R$ 237,2 bilhões no acumulado de 2021 até setembro, um salto de 988% na comparação com o mesmo período de 2020, período no qual os campeões de atração de recursos foram os fundos multimercado.

Os dados foram informados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), que nesta quinta-feira (dia 7) divulgou o balanço da indústria de fundos no terceiro trimestre.  A captação de novos recursos da indústria como um todo somou R$ 390,6 bilhões no acumulado do ano, recorde histórico, levando o patrimônio do setor a alcançar R$ 6,8 trilhões até setembro.

Enquanto os fundos de renda fixa foram os campeões incontestáveis de 2021 até agora, os números mostram que a empolgação dos últimos anos com os fundos de ações pode estar ficando para trás. Até setembro, o saldo foi positivo em somente R$ 7,8 bilhões, bem abaixo dos R$ 66,9 bilhões dos primeiro nove vezes de 2020.

“O crescimento da taxa Selic fez com que a atratividade se reduzisse um pouco, ao mesmo tempo em que cresceu a aversão a risco por causa da falta de previsibilidade e incerteza em relação às reformas e uma eventual crise energética”, apontou Pedro Rudge, diretor da Anbima. “Tudo isso trouxe um componente de risco maior, fazendo com que ativos mais ligados à ações sofressem neste último trimestre”.

Reprodução/ Anbima

 

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