Com o objetivo de impulsionar o crédito com garantia de imóvel (home equity) no Brasil, a Caixa vai lançar, a partir da próxima segunda-feira, linhas de financiamento nessa modalidade com uma taxa de juros a partir de 0,6% ao mês, dependendo do relacionamento do cliente com o banco.

Segundo o presidente da instituição, Pedro Guimarães, o objetivo é aumentar a carteira de home equity do banco de R$ 3,5 bilhões para R$ 40 bilhões nos próximos anos. Ou seja, elevar esses empréstimos para mais de 10 vezes o que são hoje.

O banco irá lançar três modalidades diferentes desse crédito com garantia de imóvel, em uma novidade batizada de Real Fácil Caixa: corrigida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), pela TR (Taxa Referencial, hoje zerada) ou taxa fixa.

Nos três casos, o financiamento terá prazo de até 15 anos. As condições poderão ser simuladas no site da Caixa.

IPCA

  • Taxa de juros a partir de 0,6% (dependendo do relacionamento do cliente com o banco, ou seja, se movimenta a conta, se possui cartão de crédito e se recebe salário na instituição, entre outros pontos)
  • Até 50% do valor do imóvel

TR

  • Taxa de juros a partir de 0,7% ao mês
  • Até 60% do valor do imóvel

Taxa fixa

  • Taxa de juros a partir de 0,8% ao mês
  • Até 60% do valor do imóvel

Segundo Guimarães, as novas condições têm como objetivo trazer maior atratividade do produto ao cliente. Como possui uma garantia muito sólida, que é o imóvel, o home equity permite a oferta de crédito com juros mais baixos.

“É uma excelente oportunidade para as famílias realizarem investimentos ou readequarem seu endividamento de curto prazo, que possui juros mais altos”, afirmou o executivo.

Apesar de existir há bastante tempo, a modalidade, que é bastante popular em outros países, como os Estados Unidos, ainda é inexpressiva no Brasil. O Banco Central tem feito uma série de modificações nas regras do home equity para estimular o seu crescimento.

Na última delas, na semana passada, permitiu que um mesmo imóvel possa ser dado em garantia para mais de um empréstimo –modelo apelidado de “guarda-chuva”.

Terrenos e construção

Em outro anúncio, o banco anunciou a redução de taxas de juros dos empréstimos a pessoas físicas para compra de terrenos e construção de imóveis.

Atualmente, na linha com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), o banco cobra taxas menores para quem toma empréstimo para comprar um imóvel pronto do que para os que adquirem um lote urbanizado para construir.

A taxa para construção individual cairá da faixa de 7,25% a 8,5% para 6,5% a 8,5% ao ano, enquanto a para compra de terreno diminuirá de 10,25% a 11% para até 8,5% ao ano.

(Com a Reuters)

 

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