Em um cenário de maior demanda por dinheiro vivo por causa da crise do coronavírus, o Banco Central informou nesta quarta-feira (dia 29) que foi aprovado o lançamento de uma nova cédula de R$ 200, que terá como personagem o lobo-guará.
A nota, segundo o BC, entrará em circulação a partir do final de agosto. A previsão é que sejam impressas 450 milhões de cédulas de R$ 200 neste ano, o equivalente a R$ 90 bilhões.
A decisão foi tomada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que é um órgão federal responsável pela formulação de regras gerais do sistema financeiro. Ele é composto pelo ministro da Economia, pelo presidente do Banco Central e pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia.

O Banco Central ainda não divulgou como será a nova nota, apenas destacou que a escolha do lobo-guará surgiu a partir de uma pesquisa feita em 2001 para escolha dos animais preferidos dos brasileiros.

“Em primeiro lugar, apareceu a tartaruga-marinha, que está na nota de R$ 2, em segundo o mico leão dourado, que está na nota de R$ 20, e em terceiro o lobo-guará, que está na nota de R$ 200”, afirmou Carolina de Assis Barros, diretora de administração do BC.

Alta na circulação de dinheiro

De acordo com o BC, a decisão foi tomada em meio ao forte aumento de circulação de cédulas no Brasil por causa da pandemia de coronavírus, em um fenômeno batizado de “entesouramento”.

Isso acontece porque pessoas e empresas estão sacando mais dinheiro, para se resguardar em um momento de incertezas, e também por causa do auxílio-emergencial de R$ 600 lançado pelo governo, que muitas vezes é sacado em espécie.

Dados do Banco Central mostram que em junho havia R$ 327,9 bilhões em dinheiro físico no Brasil. Antes da pandemia começar a fazer estrago, em 16 de março, esse valor era de R$ 254,1 bilhões.

Ou seja, no período quase R$ 74 bilhões a mais em cédulas e moedas passaram a circular por aí ou, em muitos casos, passaram a ser guardados dentro de casa, “debaixo do colchão”.

“Quando somamos o entesouramento e o fato de que o dinheiro ainda é a base das transações no Brasil, acreditamos que o momento é oportuno para o lançamento de uma nova cédula. Queremos reduzir os custos de logística e de distribuição, já que temos um país de dimensões continentais”, explicou Barros.

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