O Banco Central publicou uma espécie de guia sobre a nova cédula de R$ 200, com o objetivo de esclarecer os brasileiros sobre as polêmicas em torno da nota, que entra em circulação no final deste mês.

Entre as críticas feitas ao lançamento, que viralizou nas redes sociais e já foi alvo até de falsificação prévia, estão a facilitação da lavagem de dinheiro, a possibilidade de o BC estar se antecipando a uma inflação crescente e até falta de troco.

No guia, a autoridade monetária respondeu a todas as críticas. Veja abaixo:

Lavagem de dinheiro?

No material, a autoridade monetária negou que a nova nota vá facilitar a lavagem de dinheiro, e afirma que a cédula terá o valor aproximado de US$ 39, “que não entendemos ser elevado, considerando o padrão internacional”.

De acordo com o BC, o Brasil possui uma série de normas modernas que permitem o combate e a prevenção desse crime. Esse arcabouço de regras é “alinhado às melhores práticas internacionais” e “independe do valor de denominação das cédulas”.

A partir de 1º de outubro, segundo o Banco Central, uma nova circular estabelecerá um controle ainda mais rígido para uso de valor em espécie acima de R$ 2.000. “Valores acima de 50 mil reais, depositantes precisam informar origem, os sacadores a finalidade”.

Inflação?

O lançamento significa que a inflação está subindo? Não, esclareceu o Banco Central.

“A inflação não está subindo no Brasil e o Banco Central está atento para evitar que isso ocorra, mantendo a inflação baixa, estável e previsível. O Brasil é um país que utiliza o sistema de metas para o controle da inflação. Assim, a atuação do Banco Central busca assegurar que a inflação esteja na meta”, assegurou o BC.

Falta de troco?

De acordo com o Banco Central, a nova nota entrará em circulação de forma gradual.

“O BC faz monitoramento diário das necessidades de troco com a ajuda de toda a rede bancária e trabalha de forma diligente para atendê-las. A entrada em circulação de qualquer nova denominação requer que o monitoramento em questão seja naturalmente intensificado”, explicou.

A autoridade monetária ainda explicou quanto cada nota que circula no Brasil representa do total.

“Do montante total de cédulas que se encontram em circulação: 18% são cédulas de R$ 2, 8% são cédulas de R$ 5, 9% cédulas de R$ 10, 12% cédulas de R$ 20, 32% cédulas de R$ 50 e 21% são cédulas de R$ 100.”

Por que criar a nova cédula?

De acordo com o BC, a decisão foi tomada em meio ao forte aumento de circulação de cédulas no Brasil por causa da pandemia de coronavírus, em um fenômeno batizado de “entesouramento”.

Isso acontece porque pessoas e empresas estão sacando mais dinheiro, para se resguardar em um momento de incertezas, e também por causa do auxílio-emergencial de R$ 600 lançado pelo governo, que muitas vezes é sacado em espécie.

Mas afinal, como será a nova nota?

Por enquanto só se sabe que a nota nota será ilustrada pelo lobo-guará, escolhido em uma pesquisa feita em 2001 para escolha dos animais preferidos dos brasileiros. No guia, o BC pede paciência aos curiosos:

 

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