Cinco de seis bancos pesquisados pelo Núcleo de Inteligência e Pesquisas da Escola de Proteção e Defesa do Consumidor, ligado ao Procon-SP, passaram a praticar em janeiro uma taxa de juros do cheque especial de 8% ao mês, exatamente o limite imposto pelo Banco Central.

O único banco que apontou uma taxa máxima inferior foi o Banco do Brasil, com 7,99% ao mês.

O levantamento foi realizado no dia 8 de janeiro, dois dias depois da data de entrada em vigor da nova regra do BC, que além de limitar os juros da modalidade a 8% ao mês, passou a permitir a cobrança de uma tarifa de uso pelos bancos.

Essa nova taxa é válida para todos os empréstimos de cheque especial, inclusive aqueles tomados antes do dia 6 de janeiro? Não, apenas para os novos. Para os empréstimos que já estavam em vigor, continuam a valer as taxas então vigentes.

Como funciona a nova “tarifa de uso” do cheque especial? As instituições financeiras passam a poder cobrar uma espécie de “tarifa de uso” pelo cheque especial no caso de limites mais altos.

Essa nova tarifa mensal poderá ser de até 0,25% do valor emprestado no cheque especial que exceder R$ 500. No caso de contratos novos, essa tarifa começou a valer na segunda (dia 6). Para os contratos atuais, será a partir de 1° de junho de 2020.

Os bancos deverão comunicar os clientes com 30 dias de antecedência antes de começar a cobrança.

Todos os bancos vão aplicar essa tarifa? Não, alguns já informaram que vão isentar seus clientes da cobrança, pelo menos em um primeiro momento.

O Santander foi o único entre os grandes que afirmou que cobrará a tarifa.

O Procon também pesquisou as tarifas cobradas no empréstimo pessoal? Sim. A taxa média do crédito pessoal foi de 6,17% ao mês, uma queda de 0,02 ponto percentual em relação a dezembro do ano passado.

 

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu WhatsApp? É só entrar no grupo pelo link: https://6minutos.uol.com.br/whatsapp.