Está programado para esta sexta (20) o pagamento da segunda parcela do 13º salário. Embora essa segunda parte seja mais magrinha, por ser a que sofre todos os descontos de impostos e contribuições, a tentação de gastar essa grana extra é grande.

Mas dinheiro na mão não precisa (e nem deve!) ser vendaval. É importante lembrar que em janeiro batem à nossa porta várias dívidas, como IPTU, IPVA e a matrícula escolar. Guardar parte do 13º para quitar essas obrigações é uma ótima dica para não começar o ano enforcado.

Quais são e quando chegam essas dívidas? Vamos primeiro às pendências oficiais:

  • O IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) é cobrado de todos os proprietários de imóveis e, vence, em geral, na primeira semana útil de janeiro — a data varia, pois cada prefeitura estabelece um calendário de cobrança. O imposto pode ser pago de uma única vez, com desconto, ou pode ser parcelado em até dez vezes.
  • O IPVA (Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores) é, como sugere o nome, um tributo cobrado dos donos de veículos. Ele também tem um calendário de pagamento que varia em cada estado — em alguns é possível pagar no final do mês, em outros a cobrança vem logo no começo de janeiro. A regra é a mesma do IPTU: é possível pagar à vista, com desconto, ou em até três vezes, sem desconto.
  • O seguro DPVAT (Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres) vai voltar a valer em 2020. Ontem à noite (19), o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que o governo não pode extinguir a cobrança do DPVAT por Medida Provisória — o tema requer, segundo os ministros, a edição de um projeto de lei complementar. Sendo assim, a cobrança voltou a valer e deverá ser feita junto com o IPVA, em janeiro. O valor do boleto de 2020 ainda não foi definido, mas em 2019 a cobrança foi de de R$ 16 para carros de passeio e de R$ 84 para motocicletas.

Agora, vamos para as dívidas não-oficiais:

  • Se você estuda ou tem filhos, outra dívida certa de começo de ano é a matrícula escolar. Esse primeiro boleto também vence em janeiro, e garante a continuidade dos estudos. Outra despesa de quem frequenta a escola, faculdade ou cursos é a de material escolar ou de livros.
  • Não se esqueça das dívidas que fez no verão passado. Se você pendurou os presentes de Natal e as compras da Black Friday no cartão de crédito, crediário ou financiamento, não se esqueça que será necessário pagar alguma parcela em janeiro. É importante lembrar de colocar esses gastos na programação de despesas, para o dinheiro não ser insuficiente.
  • O mesmo vale para a programação de viagens. Se você vai aproveitar as férias do final do ano para viajar e parcelou o pagamento da hospedagem e passagem, ou se pretende pagar parte dos custos no cartão de crédito, não se esqueça que essas também serão dívidas que baterão à porta no começo do ano.

Como posso me programar da melhor forma? Para todas as despesas essenciais, principalmente os impostos, a dica é pagar à vista e aproveitar o desconto dado — mesmo que ele seja pequeno. O benefício aqui não é só o do desconto, e sim o de se livrar dessas dívidas de uma só vez.

Já as que podem ser evitadas, como as compras de Natal e as férias, devem ser colocadas na ponta do lápis, para checar se cabem no bolso. Se o dinheiro for curto, não caia na tentação do parcelamento. Muita gente faz diversas compras parceladas, pelo benefício de diluir o custo em partes menores, mas se esquece que, quando somadas, essas dívidas podem comprometer boa parte do orçamento. É a tal lógica da bolsa de neve.

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